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Virtual Biz – olho no empreendedorismo virtual

Já é possível encontrar centenas de startups e plataformas para a criação de sites e blogs por leigos na internet – a proliferação também chegaria em plataformas de e-commerce com o tempo, era só uma questão de esperar. Primeiro, veio o avanço de sistemas de CMS (similares ao WordPress, Joomla e outros) específicos para lojas online: Magento, Opencart e também add-ons para WordPress, como WooCommerce. Posteriormente, sistemas de pagamento brasileiros começaram uma rodada de modernização, beneficiando integrações com todo o tipo de plataforma e trabalhando APIs de dados e metodologias que os aproximasse de campeões mundiais no segmento, como PayPal e Square.

Agora, em um terceiro passo de evolução, tornam-se também cada vez mais acessíveis – tanto em termos de custo quanto em facilidade de uso – plataformas para montagem de lojas virtuais e venda de produtos online, integrados com bancos de dados, sistemas de pagamento e até mesmo métodos de postagem e entrega. Esse é o caso da VirtualBiz, uma das startups que vêm se desenvolvendo nesse meio. A VirtualBiz não é a única a atacar o ramo de pequenos e médios empresários e lojas online, mas conta com uma plataforma simples e rápida e uma política de preços que parece se enquadrar em seu público-alvo. A Startupeando ouviu Daniela Mello, diretora da empresa, para saber um pouco mais sobre esse novo concorrente no segmento de e-commerce ‘as a service’.

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Barato e simples

Montar uma loja online ‘do zero’, sob o ponto de vista de desenvolvimento web, não é nem simples e muito menos barato. Em um mercado cada vez mais inflacionado, é praticamente proibitivo ao pequeno empresário lançar mão de profissionais e agências para criação de sites de venda online nos moldes de grandes grupos empresariais. Mesmo com sistemas de CMS, como o Magento, a coisa complica – personalizações exigem programadores e desenvolvedores PHP, mas com habilidades específicas na plataforma… um problema, já que quase 100% dos desenvolvedores dessa linguagem ‘debulham’ em WordPress, mas nunca se depararam com uma estrutura Magento.

A saída é prestar consultoria no próprio Magento, restringindo opções de personalização e automatizando a instalação do mesmo em serviços de host, como se propõe a fazer a UOL. Mas ainda assim, a coisa parece difícil para muitos empreendedores que não estão familiarizados com a manutenção e rotina de um serviço de webhost ou de um ‘back-end‘ nos moldes tradicionais. Os fundadores do VirtualBiz, aliás, possuem experiência anterior na própria UOL, como lembra Daniela: “conhecimento adquirido com experiência não há nada que supere, todo o aprendizado nas construções anteriores de toda equipe foi fundamental para criar uma plataforma intuitiva, de fácil montagem e administração“.

A UOL utiliza a fórmula do Magento, que chegou a ser estudado pela VirtualBiz, segundo Daniela. “Mas a customização da loja em Magento seria onerosa para o micro e pequeno empresário. A linguagem do Magento é o PHP, assim seguimos a mesma linguagem, mas de forma que pudéssemos criar uma plataforma de qualidade e financeiramente acessível ao novo empreendedor”, comentou ela.

A VirtualBiz pretende exatamente atingir esse público completamente leigo, mas ávido por acessar o canal de vendas da web. “A principal colaboração da VirtualBiz para o segmento é oferecer uma plataforma criada especialmente para esse público de micro e pequenas empresas com pouco ou nenhum conhecimento de tecnologia, internet e e-commerce”, comenta Daniela.

A plataforma ainda possui um primeiro patamar de serviços ‘freemium‘, para montagem de lojas com até 10 produtos. A partir daí, são cobrados de R$ 50 a R$ 750 mensais (para 50 ou 1.000 produtos catalogados).

Com investimento inicial de R$ 2 milhões, a VirtualBiz já conta com mais de 3,4 mil lojas virtuais em testes. A expectativa é chegar até o final de 2014 com mais de 10 mil lojas virtuais ativas.

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