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Urby – busca de imóveis pouco além das listas tradicionais

Temos de admitir: no que tange ao visual, alguns sites de imóveis mais modernos, como o VivaReal, e mesmo reformulações de vovôs no mercado, como o ImóvelWeb, se distanciaram completamente da concorrência. Ambos os sites receberam pesados investimentos de fundos nos últimos anos, na casa dos US$ 20-30 milhões, e oferecem hoje um serviço mais rápido e com visual mais atraente. Mas e quanto à plataforma em si?

Sejamos honestos, pouco se adicionou ao tradicional mecanismo de buscas em classificados nos últimos cinco anos. Sob o ponto de vista de velocidade, o uso de novas linguagens e frameworks tornou o processo mais rápido, mas também temos hoje conexões melhores. Quanto à organização nos bancos de dados, sim, houve melhorias, que incidem diretamente nas buscas e em sua qualidade. Mas e novas tecnologias da web 2.0, como participação mais ativa do usuário, associação e dados cruzados em informações, fotos e imagens, buscas com caráter semântico e, finalmente, geolocalização e georeferenciamento? Será que isso tudo está sendo utilizado? Se estiver, esconderam bem nas plataformas, pois não encontramos.

A Startupeando entrevistou Alain Banfi, um dos fundadores da startup Urby, que promete trazer um novo horizonte para o segmento de busca e classificados de imóveis. A geolocalização e o georeferenciamento não são apenas um adendo na plataforma idealizada por essa startup, mas sim seu ponto de partida para o restante do sistema. Prestes a lançar uma nova versão da plataforma (o que deve acontecer na próxima semana), a Urby já está no ar em testes e Alain conta um pouco das experiências da empresa nessa primeira etapa.

Um mercado vasto

A despeito do número de sites cobrindo o segmento imobiliário, Alain mostra confiança no projeto da Urby. O executivo argumenta que hoje os sites no mercado não se utilizam de tecnologias comuns e de ponta, entre elas a geolocalização, e não fornecem “camadas” de informação que ajudariam o usuário a tomar decisões em relação à compra ou aluguel de imóveis. Na segunda versão da plataforma, a Urby já contemplará uma série de features nesse sentido. “Essa primeira versão foi um MVP e o site novo entra na semana que vem”. O quadro abaixo mostra um pouco do mercado que a startup deseja abocanhar.

Imagens Startup

Em termos do mercado imobiliário em si, dados do Secovi apontam para uma movimentação anual de R$ 150 bilhões em imóveis usados e quase R$ 50 bilhões em imóveis novos. E mesmo com algum arrefecimento no mercado previsto para este ano, o número de anúncios de compra, venda e aluguel deverá aumentar.

Baixa confiabilidade

O principal problema enfrentado hoje pelo consumidor em relação aos anúncios de imóveis, segundo Alain, é a falta de confiabilidade. “Anúncios falso para ‘iscar’ o consumidor chegam a até 40% no caso de alguns classificados”, explica ele. “Queremos restabelecer o ciclo de confiança dando voz aos usuários”.

Os planos da segunda versão do Urby deverão incluir um sistema que ranqueará os anúncios conforme seu grau de confiabilidade e apresentação – um tapa na cara dos anúncios sem fotos e com informações incompletas. É tradicional no segmento o uso de anúncios com títulos chamativos, mas que não trazem dados, obrigando o usuário a contatar imobiliárias e corretores para, muitas vezes, achar imóveis e ofertas completamente diferentes das que foram anunciadas.

Um sistema de avaliações e comentários mais desenvolvido também permitirá ao usuário fazer observações em relação ao atendimento e estado do imóvel, além de abrir futuramente camadas no georeferenciamento da Urby que irão trazer detalhes não apenas sobre o imóvel em si, mas também sobre a vizinhança e arredores. Outra vantagem da geolocalização precisa é evitar o “jeitinho” das imobiliárias na hora de anunciar o local das ofertas – tipo aquelas “puxadinhas” que o corretor dá para jogar o imóvel em um bairro melhor e mais conhecido. Em São Paulo, por exemplo, não é raro encontrar anúncios de imóveis do Campo Limpo, Capão Redondo e mesmo Itapecerica da Serra (que é outro município) trazendo “Morumbi” nos títulos.

Cruzemos os dedos e vamos torcer para que, dessa vez, achar um imóvel seja mesmo uma tarefa fácil.



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