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Uber – 5 perguntas para taxistas e seus sindicatos

Esse é o conflito do momento. Muitos querem a Dilma na rua, outros saem no tapa no Congresso Nacional, mas nada tem causado tanto rebuliço quanto a nova cruzada dos taxistas, e principalmente seus sindicatos e centrais, contra o serviço do Uber. Este texto não pretende defender ou criticar o Uber ou mesmo táxis, mas sim abrir um pouco mais a discussão sobre alguns pontos que permanecem sem resposta no caso.

Proponho então 5 perguntas aos taxistas e seus representantes – elas não têm necessariamente a ver com a entrada do Uber, mas são convenientes e talvez expliquem parte da revolta dos motoristas de praça e, ao mesmo tempo, a tenacidade de seus representantes e líderes em não largar o osso.

1. Se taxistas compram veículos com descontos que ultrapassam 30%, por que a bandeirada é tão cara?

Ora, que se saiba, os proprietários de veículos que trabalham com o Uber, até o momento, não obtiveram nenhum benefício ou isenção na compra de seus veículos. Taxistas, entretanto, recebem isenção de IPI, ICMS e IPVA, desde que fiquem ao menos 2 anos com o veículo. Ora, praticamente todo mundo fica ao menos dois anos com um carro – isso não é nenhum absurdo. Ainda assim, tendo uma vantagem de 30% na compra de seus carros, taxistas cobram uma tabela mais cara do que o Uber na maioria das regiões metropolitanas brasileiras. Por quê?

2. Por que somos cobrados simplesmente por entrar no veículo?

Não há qualquer explicação razoável – sindicatos e taxistas podem falar o que bem entenderem. Em qualquer lugar do Brasil, assim que você entra em um táxi, já está pagando R$ 3,00, R$ 4,00 ou R$ 5,00. O argumento de que “corridas curtas” não valem a pena é ridículo e absurdo – o taxímetro cobra por quilômetro, mas também por tempo parado. Ainda que uma corrida custasse R$ 1,00, o taxista gastaria apenas alguns segundos com esse passageiro, estando livre para faturar mais logo em seguida. Essa cobrança tem, obviamente, muito mais a ver com o poder corporativista da categoria do que com algum tipo de “compensação” ou “justiça”.

3. Se vocês fazem seus próprios horários, por que à noite é mais caro?

Outro aspecto que não tem muita explicação. Há taxistas que simplesmente preferem trabalhar durante a noite. Quando você é um profissional liberal e faz seu próprio horário, não há razão para que cobre “adicional noturno”. Se você não quer trabalhar durante a noite, dirija de dia. Entretanto, a famosa bandeira 2 segue firme e cada vez mais cara. Alguns absurdos propostos por sindicalistas já tentaram, inclusive, empurrar uma “bandeira 3”, com argumentos como finais de semana, feriados ou carga extra e número de passageiros.

4. O Uber é ilegal, mas e quanto às vendas de placas, alvarás, negociações de pontos em aeroportos… também não são crimes?

Os taxistas e seus representantes falam em ilegalidade, mas habitam um meio repleto de absurdos, como a “sublocação” de carros para motoristas não habilitados, venda de pontos em locais estratégicos, compra de alvarás no mercado negro e toda a sorte de “jeitinhos”, que envolvem pagamentos ilegais que excedem os R$ 100 mil. Não seria o caso de, antes de mais nada, resolver a sujeira dentro de casa?

5. Os aplicativos não são mais um problema?

A mesma celeuma ocorreu quando aplicativos como EasyTaxi, 99taxis e outros começaram a ganhar corpo. Quebra-quebra, ameaças, sabotagens e tudo mais – apenas uma prova de que, ainda que a maioria dos taxistas sejam trabalhadores honestos, por vezes parecem ser representados por terroristas. Contudo, agora que boa parte dos motoristas de praça parece estar enchendo o bolso com a onda dos aplicativos, e centrais não perderam necessariamente seus clientes, tudo tranquilo – ninguém mais lembra do pé-de-guerra. Será que vai ser assim com o Uber também?



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