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Taxei – superando o estigma das compras coletivas

A Taxei (não, não se trata de mais um aplicativo para chamar táxis) é uma startup brasileira que optou por um modelo de negócio que ainda não explodiu, por assim dizer. Atacando o segmento batizado de “demanda coletiva“, a Taxei, nas palavras do próprio fundador e CEO Thiago Taranto, utiliza a metodologia do que deveria se chamar compra coletiva, mas obviamente não quer assumir a herança não tão positiva do modelo Groupon.

“Para mim o correto seria dizer ‘compra coletiva’ pois seria o conceito correto, onde várias pessoas se unem para comprar um produto visando uma melhor negociação. Mas como o conceito de compra coletiva já está enraizado, escolhi uma outra forma de dizer o mesmo. Explicando para o usuário: seria ele utilizar o poder do coletivo, de várias pessoas buscando comprar o mesmo produto visando uma redução no seu preço”, explica ele.

Para Taranto, a demanda coletiva ainda não se tornou tão popular exatamente devido ao estigma do mercado de compras coletivas, que teve um monstruoso ‘bum’ e depois secou. Perguntamos sobre os riscos de atuar nesse segmento e se a herança Groupon não torna o mercado limitado e com menor possibilidade de escala. “Com certeza dá ao Taxei uma maior possibilidade, mas o custo de “ensinar” ao usuário este conceito é alto. Não vejo como um mercado limitado, pelo contrário, o que precisa ainda é de uma cultura que ainda precisa ser disseminada”, respondeu Thiago.

“A ideia surgiu de uma necessidade pessoal quando estava querendo comprar um tênis em 2006. Já sabia do preço médio do produto por já ter buscado o preço na internet porém gostaria de ter uma forma de oferecer as lojas um valor um pouco mais barato que o encontrado na internet porém não existia uma ferramenta que me permitisse isso. Em 2011 dei início ao ‘proof of concept‘ e em 2012 desenvolvi a ideia”, lembra Taranto.

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Coragem e polivalência

Thiago continua a tocar o projeto praticamente sozinho e diz que as coisas estão ainda em seu começo, mas não deixa a ‘peteca cair’.

“Ainda estamos muito no início no projeto, ainda continuo praticamente sozinho tocando o projeto o que limita a minha capacidade de expandir o negócio. A negociação é porta a porta de loja em loja buscando varejistas para atenderem as demandas dos usuários”, comenta Thiago, sobre o cotidiano da Taxei.

Por enquanto, o serviço é gratuito tanto para usuários quanto para os parceiros varejistas, mas a ideia é produzir receita a partir da cobrança de acesso a lojistas, para que os mesmos possam acompanhar as possibilidades de fechamento com usuários em busca de um mesmo produto.

O empresário ainda comenta que as margens de barganha tendem a ser maiores para o segmento de vestuário, embora a procura por parte dos usuários continue a ser muito maior para eletrônicos, celulares e perfumaria em geral.

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Serial?

Apesar de tocar com dedicação o projeto do Taxei, Thiago não quis parar por aí. “A ideia era controlar os envios do Taxei, mas acabei lançando como serviço”. O Chegou.aí? é um serviço de rastreamento de encomendas e agora Thiago promete uma API, para que o sistema possa também ser utilizado por outros sites.

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