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Storytelling – útil, mas não é milagre

O clima “retrô” de volta às origens não influenciou apenas as artes, cultura e humanidades. O ser humano está reaprendendo a arte de contar histórias, inclusive no contexto empresarial. Nessa toada as startups, como bastião da modernidade empresarial, inundam páginas, vídeos e sites de estratégias visuais e textuais de storytelling. Ainda assim, o resultado é por vezes desastroso.

O storytelling é uma nova “antiga” forma de abordagem, mas empresas parecem estar se esquecendo de algumas lições que escritores e cineastas já sabem de cor. Em primeiro lugar, storytelling não é milagre – usá-lo não enterra tudo o que aprendemos sobre marketing nos últimos anos e sim agrega novas possibilidades. Em segundo lugar, da mesma forma que é preciso algum conhecimento teórico para se produzir livros ou filmes, o mesmo ocorre quando o assunto é uma empresa.

Alguns erros, já apontados por publicações de prestígio em nosso segmento, como a Mashable, são recorrentes, mas aqui listamos mais alguns também.

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Excesso de atenção aos features

Esse erro é recorrente e inclusive demonstra que algumas startups não compreenderam o conceito. Imagine uma história comum: o personagem tem um problema, esse problema se complica ainda mais e coisa vai gradualmente ficando sem saída, até que uma solução aparece e gera uma virada, que leva a uma conclusão sempre positiva no caso do marketing. Correto? É, mas algumas startups produzem sites ou vídeos que pretensamente apelam ao storytelling, mas não seguem tal lógica.

Evite descrições e detalhes em relação a seu produto e serviço – tal abordagem irá mostrar ao cliente porque você existe, o que está fazendo e como o modo que você faz algo torna a vida do personagem (que teoricamente representa o cliente) melhor e mais agradável. Detalhes e tecnicismo dispersa a audiência, enquanto que a identificação com problemas e soluções gera engajamento.

Contar histórias que seus clientes não querem ouvir

O processo de convencimento passa por um estágio primordial – a definição do público-alvo. Algumas histórias e posicionamentos que você pretende vender simplesmente não serão lidos ou aceitos, a menos que você encontre o público certo.

O usuário já sabe o que quer ler, você precisa somente estar em frente a ele, com o conteúdo certo, para receber sua atenção. Imagine um cliente em uma livraria – existe a compra por impulso e novos livros são sugeridos nas gôndolas principais, mas ainda assim um leitor de fantasia dificilmente irá comprar uma biografia.

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Histórias sem emoção

Emoção é o atributo básico de uma história e a forma com a qual o escritor conquista o leitor. Textos técnicos e leituras racionais simplesmente não cabem no formato, não insista.

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Sobrepor dados ao enredo

Dados são importantes, mas não podem sobrepor sua história. Estatísticas e números são, por definição, abordagens racionais a um problema – mas histórias atingem o consumidor pelo lado emocional.

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Falta de consistência

Sua história tem bons elementos, porém não chega a um desfecho satisfatório ou se desenvolve parcialmente. O storytelling possui uma estrutura linear, na qual as proposições são resolvidas ao decorrer do enredo e levam a uma conclusão final. Se o seu vídeo, história ou apresentação não chega a nenhum lugar, ou conclusões parecem ter sido tiradas do nada, é melhor voltar ao roteiro e produzir uma nova versão mais consistente.

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Histórias sem final

Nada pior do que um filme sem final – por que isso seria diferente com apresentações e pitches? Se a história que sua empresa pretende contar não chega a lugar algum, como você ainda quer a atenção de investidores e clientes?

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Problemas mal explicados

Submeta sua história a terceiros que possam avalia-la antes de divulga-la ao grande público. Como criador, determinados problemas abordados no enredo, que para você estão claros, podem parecer nebulosos a pessoas que não participaram do processo de criação da história – por vezes, simplesmente não dá para entender onde se quis chegar.

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Soluções parciais

Problemas por vezes são muito bem apresentados, enredo desenvolvido com excelência, mas as conclusões levam a soluções parciais, que não resolvem por completo os conflitos abordados na fase de desenvolvimento da história. Nesse caso, de duas uma: ou melhora a conclusão, ou se tornam mais simples e lineares os problemas. Afinal, você não quer que seu produto pareça uma solução parcial ou paliativa, certo?

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