Storytelling e startups – contando a história da sua empresa – parte I

Não mais se questiona o uso do storytelling como ferramenta empresarial. É ponto pacífico que o ser humano apreende mais informação quando essa é passada em forma de história ou narrativa, do que em termos de esquemas ou simples dados. Contudo, o uso dessa poderosa ferramenta, talvez a única disponível para transmitir a história de vida de nossos antepassados, ainda engatinha no mundo corporativo e do empreendedorismo. Mais do que produzir boas apresentações ou constituir uma boa estratégia de marketing dentro de uma startup, o storytelling pode auxiliar no próprio desenvolvimento do plano de negócios de uma empresa em desenvolvimento e evolução, sugerindo boas alternativas em contratações, posturas perante o mercado e concorrentes e até no modo de ser de fundadores e empreendedores.

Nesta série, vamos fazer o que há de melhor no storytelling: contar histórias. Com base nos doze arquétipos de Jung, iremos discutir três possíveis caminhos de uma startup rumo ao sucesso e à realização, bem como dissertar a respeito dos personagens dessa jornada. Neste primeiro post, iremos falar do caminho da LIDERANÇA TRANSFORMADORA, como mostra o destaque na ilustração (disponível aqui em maior definição).

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Liderança: o início de tudo

O caminho da LIDERANÇA TRANSFORMADORA não poderia começar de outro modo, senão pelas mãos de um líder. Representando o estágio de controle e estabilidade, esse líder – geralmente na pessoa do fundador – será responsável por organizar recursos e ideias, criando um sentido único e uma missão, que será o traçado inicial do caminho que levará à realização de todos os objetivos e metas inicias da empresa que nasce. O líder é o único que pode criar a atmosfera de engajamento necessária para realização e independência dessa startup que surge.

Do inglês “ruler”, esse arquétipo é muitas vezes interpretado de modo negativo, como sendo a figura do tirano. É claro que o líder que busca a transformação e a realização deve resistir ao ímpeto do excesso de autoridade e da tirania. Não se trata de ser o “dono da bola”, mas sim de gerir as pessoas e recursos e direcionar todos a um mesmo objetivo – a mudança.

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Os liderados… no bom sentido

O líder representa a mão que aponta para a mudança e a transformação, mas o que é um líder sem alguém para segui-lo. Entre os arquétipos de Jung, a figura do “lover”, que aqui traduzimos como apaixonado, na verdade pode ser entendido como o ENGAJADO no vocabulário do empreendedorismo. Inspirados pelo líder e seu poder para criar as mudanças, os engajados irão operar os recursos, possibilitando à startup sedimentar o caminho que levará à realização. Nesta etapa geralmente estão envolvidos alguns co-fundadores e colaboradores, os quais irão preencher funções designadas pelo líder para girar o mecanismo que conduzirá aos próximos passos.

Neste ponto, as mudanças prometidas e idealizadas na missão da nova empresa ainda foram levadas à cabo, mas todos os envolvidos sabem que sua realização irá depender dos esforços aqui empreendidos – de uma forma um pouco dogmática, pode-se dizer que as pessoas aqui incluídas são alimentadas pela sua fé na missão da empresa e pela crença de que o líder é a pessoa correta para concluir esse objetivo.

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Com olhos no futuro

Uma vez atingida a missão de uma empresa e construídos os alicerces sobre os quais se erguerá e crescerá a startup, é hora do líder ceder espaço a alguém que seja capaz de enxergar com maior clareza o que há mais adiante, ou seja, de iniciar a perseguição da visão da empresa. Aqui entra a figura do MAGO. Para Jung, o mago era aquele que tinha a capacidade de visualizar as oportunidades de mudança e evolução, e inovar de modo a poder aproveita-las. Por vezes, dentro de uma equipe, a figura do líder e do mago acabam se fundindo em uma mesma pessoa.

De qualquer modo, é nesta etapa que floresce o verdadeiro ímpeto inovador da empresa, que agora conta com bases sólidas para empreender as mudanças que vinham sendo desde seu início propostas, sem olhar para trás – apenas para o futuro.

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O fim da jornada?

Após idealizar, juntar recursos, criar bases e empreender os mecanismos inovadores que levarão às mudanças e transformações, muitos consideram tanto a missão quanto a visão de uma startup como concluída. Muitos, mas não o EXPLORADOR. Para esse personagem, que aparece no fim do ciclo da LIDERANÇA TRANSFORMADORA, a inovação levada adiante pelo mago é apenas o começo de uma nova jornada. O explorador buscará sempre novas oportunidades e novos caminhos a serem traçados, alimentando o líder com novas missões e propostas a construir e tornando o ciclo de transformação algo duradouro e sustentável.

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