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Startups – representantes empresariais das ruas?

A categoria de startups ainda tem muito o que conquistar, em termos corporativistas. Embora o ‘frisson’ das competições e eventos no setor tenham sensibilizado o governo, o segmento ainda carece de organização em busca de vantagens e apoio nas diversas esferas governamentais e muitas das conquistas são ainda pontuais e relacionadas também com o setor de pequenas e micro empresas em geral. O Brasil passa por uma temporada de mudanças políticas ágil e importante e, apenas talvez, empresários do segmento de startups estejam perdendo uma excelente oportunidade de utilizar o clamor das ruas em favor de mudanças e da cobrança de posturas do governo que possam simplificar e agilizar o desenvolvimento de comunidades de startups e inovação eficientes e mais sustentáveis.

A geração que foi as ruas é, em esmagadora maioria, a mesma geração que hoje vem conduzindo a grande maioria dos projetos e modelos de startups que são diariamente lançados ao mercado. O segmento cresce e já transcende o meio universitário e a classe média e alta, e chega às escolas de nível secundário, comunidades de mais baixa renda e regiões do país distantes dos grandes centros urbanos. Talvez seja a hora de assumir um caráter mais institucional e cobrar do governo vantagens hoje estendidas apenas a segmentos mais tradicionais da economia – startups também geram empregos, receita para prefeituras e governos, desenvolvimento regional e, principalmente, tecnológico. O apoio público tem sido até agora relativamente atrapalhado e as possibilidades de financiamento e fomento ao segmento de startups bastante incipientes. Convenhamos: R$ 40 milhões é “dinheiro da pinga” para o Governo Federal.

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Uma agenda setorial

Somos um país burocrático, que adora reuniões e “compromissos” firmados. Está na hora de incluirmos o segmento “startupeiro” na agenda governamental e estabelecer e forçar uma agenda positiva para as empresas que se formam todos os dias, por meio de uma atuação unificada e de uma caracterização e formação de perfil para o setor econômico que as startups representam. Levantamentos têm sido feitos e os governos precisam saber:

  • Qual o papel das startups na proliferação do empreendedorismo no país;
  • Quanto essas empresas geram em receita, quantos empregos criam e qual sua importância na economia das regiões nas quais atuam?

O mercado de startups cresce rapidamente e sua organização é fundamental para viabilizar algumas mudanças específicas nos próximos anos. Dentre as propostas que poderiam inicialmente pautar um movimento mais sólido setorial, podem ser citadas:



Startups precisam de dinheiro para escalar seus modelos e hoje se veem muito presas a investidores anjo ou alguns poucos fundos de venture capital. É preciso pleitear a criação de fundos específicos para financiamento de startups e linhas de crédito para o segmento, com as mesmas facilidades concedidas a outros setores da economia.


Negociar com municípios e governos estaduais vantagens fiscais para a criação e instalação de startups e desenvolvimento local de modelos de negócio.

Como é possível otimizar e agilizar o registro de ideias, modelos, processos e patentes, de modo a tornar startups brasileiras competitivas no exterior?



Estes são apenas alguns exemplos de bandeiras a ser pleiteadas por startups junto às diversas esferas governamentais. Nós, empresários e fundadores de startups e empresas da nova economia, já estamos nas ruas, de fato – agora restas escolher até que ponto as reformas em curso após as manifestações incluirão ou não melhorias para o desenvolvimento de nossos negócios.

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