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Startups e a remuneração por projetos

O futuro parece reservar espaço para uma total e completa reformulação nas relações de trabalho. Em segmentos econômicos estabelecidos, funcionários que produzem R$ 100 mil ou R$ 200 mil por ano são, em sua maioria, considerados até mesmo improdutivos e em circunstâncias normais colaboradores chegam a auferir 5% ou menos do total de renda que geram nas empresas onde trabalham. Serviços e produtos, nas relações B2B, se tornam mais caros, com equipes cada vez maiores para realizar trabalhos cada vez mais simples e automatizados. Quem gosta de carteira assinada pode começar a chorar desde já – o futuro é freelancer. Startups são algumas das empresas que vêm contribuindo enormemente para a proliferação e expansão do segmento de freelancing. Em áreas como o design, programação, produção de conteúdo e marketing digital não são raros os contratos por projeto para realização de trabalhos. O que ainda é visto por retrógrados nessas diversas carreiras como “baixa remuneração” ou produção “a quilo” na verdade vem remunerando profissionais melhor e de forma mais justa do que muitas agências e empresas que empregam esse tipo de mão-de-obra.

Sites de freelancers

É preciso separar aqui o joio do trigo – há bons sites de contratação de freelancers e algumas péssimas plataformas (tanto para freelancers quanto para empresas). Por mais incrível que pareça, soluções estrangeiras como o Freelancer.com e Workana funcionam melhor e contam com profissionais mais capacitados e comprometidos do outras plataformas (sim, nós testamos). Os sites geram algum custo excedente, mas vinculam a entrega do serviço à liberação das verbas, concedendo certa segurança a ambos os lados do balcão.

Alguns profissionais nesses sites, inclusive, chegam a produzir uma renda mensal de R$ 3 mil, R$ 4 mil ou mais apenas com serviços dentro da plataforma. Procure sempre, como contratante, verificar avaliações de clientes anteriores e o sistema de pontuação das plataformas. Contratar o mais barato pode parecer um negócio da China, mas pode ser um belo tiro no pé.

Trabalho remoto

Tenha certeza de contratar profissionais que trabalham remotamente de uma maneira que não possa trazer problemas no futuro. Nossa tão amada CLT é uma pedra no sapato de tudo o que é moderno e produtivo e há casos na justiça, com ganho de causa para trabalhadores, inclusive, de cobrança de horas extras que simplesmente não fazem sentido. Preferencialmente, tente contratar prestadores de serviço que possuam um CNPJ, seja ele de microempresa ou a chamada “MEI” – isso facilita a assinatura de contratos mais flexíveis que os de trabalho e permite a você pagar esses freelancers como se fossem outro fornecedor qualquer.

Acompanhamento

Use softwares de gestão de projetos ou acompanhamento de entregas para controlar o trabalho dos freelancers que você contratar. Divida pagamentos conforme entregas sejam efetuadas e mantenha detalhes a respeito de revisões e alterações em contrato, que obriguem o freelancer a realizar modificações caso a entrega tenha sido mal feita.

Contabilidade

Lembre-se de que você tem de justificar toda a saída ou pagamento de sua empresa de modo contábil. Mesmo no caso de pagamentos efetuados via PayPal, PagSeguro e outros, é preciso que você tenha um recibo, nota fiscal ou contrato de prestação de serviços válido em mãos. Não se trata de burocracia, nesse caso, é mais uma proteção para sua empresa e também uma forma inteligente de manter o controle dos gastos e custos para rodar sua startup.

O próximo passo

Somos a vanguarda da gestão empresarial – startups estão reinventando a forma com a qual se promove, cria e administra um negócio, então não há porque não tentar novas formas de contratação e relações profissionais. “Pense fora da caixa” e estude a possibilidade de contratar não apenas designers, programadores e profissionais de SEO em regime de freelancer, mas também advogados, contadores, gestores e outros profissionais. Uma startup, no final das contas, é na verdade um grande laboratório empresarial – nelas você possui mais envergadura para testar novos modelos e estratégias e, apesar de viver em um país cujas relações trabalhistas datam do período Entre Guerras, vale a pena tentar inovar.



Um comentário

  1. Gostei do artigo. Mas, apesar de gostar muito do modelo freelancer, não sei se “o futuro é freelancer”, pelo menos não tão cedo.

    Acho que no futuro vai ser um mix dos dois, só que a maioria freelancer.