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Sistemas de POS – o varejo tradicional também é escalável

Nem só do comércio eletrônico sobreviverão as startups. O varejo tradicional, a despeito de qualquer crescimento do e-commerce, segue forte e não irá sumir. De fato, ele irá se modificar, modernizar e cada vez correrá mais em linha com o varejo virtual – para tanto novas ferramentas e tecnologias serão demandadas nos próximos anos e as startups dos países desenvolvidos já parecem estar alertas e investindo nesse segmento. São os chamados sistemas de POS (point-of-sales, em inglês) ou meramente ponto de venda.

Novos sistemas, com visual e funcionalidades modernos, vêm sendo propostos por startups – alguns deles por empresas que já se consagraram em outros ramos, como o de pagamentos – caso do Stand, criado pela startup americana de soluções de pagamento Square. Mas ele não é o único – outras startups como a Wallmob, a Yes! POS (ligada à gigante Yelp!) e Vend trazem novidades e preços mais amigáveis para o comércio.

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Problemas a resolver

Basta entrevistar alguns dos vendedores e funcionários de lojas e restaurantes e logo vem à tona um dos principais problemas a resolver nos sistemas de POS ou PDV que dominam o mercado: são complexos e exigem vasto treinamento. Softwares empresariais, em geral, são bastante completos, porém pouco amigáveis aos usuários – esse é o aspecto que vem sendo atacado por startups em soluções que não passam apenas pelos POS, mas também por CRMs, ERPs e softwares de vendas e controle de leads em geral.

Outro problema, desta vez sob a óptica do empresário, é o custo de implantação e manutenção desses sistemas – alguns deles incluem também o hardware, o que só serve para encarecer o produto final. Além disso, o alto grau de especialização dessas plataformas exigem técnicos caros e dedicados, tornando a manutenção dispendiosa e demorada. Nem todas as lojas e empresas precisam desse grau de complexidade e algumas delas poderiam estar utilizando soluções mais em conta.

Por fim, está o problema da integração – grande parte dos sistemas ainda em uso no mercado não possui flexibilidade de integração com softwares na nuvem, outras linguagens e formatos de bancos de dados e, por vezes, oferecem dificuldades até mesmo na integração com diferentes versões do mesmo fabricante. API de dados? Nunca ouviram falar…

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Clientes menos instáveis

Do lado das startups, hoje contamos com boa parte do mercado ligado ao segmento de B2C – muito escalável, porém bastante instável. Plataformas de POS, parte do mercado de B2B, trazem clientes mais difíceis de serem conquistados, que em geral não podem ser ganhos com ações simples como AdWords ou proliferação em redes sociais. Contudo, uma vez ganhos tais clientes proporcionam contratos de longo prazo, com ganho mensal e crescente, à medida em que expandem seus próprios negócios. De novo: que tal sair do milhão de usuários gratuitos para algumas centenas de usuários pagos? Talvez a resposta esteja numa solução para empresas e não para o público em geral.

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Um comentário

  1. Luis says:

    Olá Carlos. Parabéns pelo artigo.

    Coincidentemente venho trabalho há 8 anos no mercado de pos brasileiro tentando mudar esse cenário de dificuldade, altas taxas e monopólio.

    E posso te dizer que estamos chegando bem próximos da solução para todos esses problemas.
    https://www.cloudwalk.io