QR Codes – Um “portal” para o bolso do consumidor

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O advento das redes sociais e da internet móvel mudaram e continuam a influenciar hábitos de consumo e vêm estabelecendo uma nova ordem econômica e social, ao mesmo tempo em que criam oportunidades comerciais sequer imaginadas 20 ou 30 anos atrás. Quem poderia imaginar, há pouco mais de dez anos, simplesmente adquirir produtos apontando uma câmera miniaturizada para gravuras ou fotos e apertando dois ou três botões?

O caso é que smartphones não são mais um gadget tecnológico, mas quase que parte do vestuário de uma parcela economicamente decisiva da sociedade. Para cima e para baixo, em casa e na rua, sozinho ou com amigos, consumidores sempre estarão portando seus celulares, e utilizando-os com frequência cada vez maior. Eis um verdadeiro “portal” para o bolso do consumidor, literalmente falando – e uma das ferramentas que surgem como grande tendência para exploração e uso desse portal é o QR code, ou código de barras 2D, como denominado por alguns.

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Marketing em primeiro lugar

Como em toda a tendência relacionada à área de vendas, o código QR (do inglês Quick Responsive) tem sido inicialmente difundido por ações de marketing e/ou publicitárias, aparecendo em lançamentos de produtos, promoções, cupons e descontos. Mesmo nos Estados Unidos, onde seu uso já é mais corrente, cupons seguem respondendo por grande parte do uso desses códigos.

Outros usos em franco crescimento incluem o uso de códigos para transferência de dados em cartões de visita, acionamento de links na web por meio de peças publicitárias impressas e outras mídias estacionárias, como outdoors, vitrines, etc.

Quando unidos a outras tendências da web 2.0, como a geolocalização e a gamificação, os QR codes podem levar a interessantes propostas e usos, como a experiência proposta pelo Scanvenger (abaixo).

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Na sua empresa

Até agora no Brasil como curiosidade mais do que ferramenta de força de vendas e apelo comercial, os QR codes começam a ganhar espaço, com a popularização dos smartphones e intensificação do m-commerce. A recém-formada startup E-lemento, por exemplo, surge para abocanhar esse mercado. A empresa permite a criação de códigos 2d ou QR personalizados, que guardam os mais variados tipos de informação e referências, mas a grande vantagem, segundo Wagner Marcelo, um dos responsáveis pela empresa, são as métricas e relatórios que podem ser gerados através do rastreamento desses códigos.

Ele detalha alguns tipos de informação que podem ser incluídos na hora de criar um novo QR code:

  • URL de destino;
  • Números de telefone;
  • Textos;
  • Mensagens SMS;
  • Endereços de e-mail;
  • Localizações no Google Maps;
  • Perfis de redes sociais;
  • Vídeos do Youtube;
  • Aplicações do iTunes e Google Play;
  • Redes Wi-fi;
  • Aplicações inteligentes diversas.
A startup E-lemento ainda trabalha com QR codes dinâmicos – os usuais, estáticos, não permitem a posterior edição de seu conteúdo. No modo dinâmico, novas campanhas podem ser geradas a partir de um QR code já utilizado, evitando novas impressões e confusão por parte do consumidor. A startup já surge com alguns grandes clientes em sua carteira, como MTV e Volkswagen.
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