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Produto ou Valor mínimo?

Resolvi criar um grupo para encontros de empreendedores – anunciarei em breve nas redes. Precisamos urgentemente de um “Empreendedores Anônimos”. Nosso vício? O modelo Canvas de negócio.

A inteligência da humanidade foi aos poucos criando novas formas de abordar muitas das principais discussões e aflições que fazem parte de nosso cotidiano e, ao menos em âmbito empresarial, o modelo de negócio, com destaque para a abordagem visual e esquemática do Canvas, foi apresentado como o próximo grande passo. Não se enganem, ele é um grande passo – mas isso não invalida tudo o que foi criado antes dele e nem nos exorta da responsabilidade da criação de valor, afinal, até mesmo dentro do Canvas, a criação de valor segue ao centro.

O vício de nossos novos empreendedores na criação de “produtos mínimos viáveis” (MVPs) com base no modelo Canvas está apagando a busca pelo principal atributo e ativo de qualquer grande negócio: o valor criado. Não se trata de complexidade – valores simples resultam em modificações sistêmicas da humanidade desde a Antiguidade. Tomemos como exemplo o tão falado Bitcoin (e agora moedas virtuais como a proposta pela Amazon): o MVP aqui é ridiculamente simples, mas o valor criado tem potencial para mudar toda a economia mundial.

A busca por um MVP “qualquer” parece estar minando os esforços pela criação de valores com real potencial transformador em favor de respostas rápidas e fáceis para o enriquecimento e a fama.

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Brincando com letras

Proponho uma brincadeira com as letrinhas do MVP – desconsideremos sua significação em inglês (Minimum Viable Product) e passemos a ler sua definição em bom português. Que tal compreende-lo como sendo o Máximo Valor Proposto? Em termos de Canvas, não creio que estejamos excluindo quaisquer dos campos do diagrama ou mesmo fugindo de sua proposta inicial. Tendo em mente a nova definição, agora convoco todos a cumprir um pequeno exercício, antes de preencher o próximo “formulário” Canvas:

  1. Sintetize sua ideia – tente reduzir sua ideia de negócio inicial a algumas poucas palavras, de modo a trabalhar com ela como um simples conceito;
  2. Foco no valor – esqueça a ‘imagem’ do produto e tente pensar no valor entregue, como uma propriedade intangível;
  3. Pense grande – agora que você possui um valor a ser entregue, pense em como esse valor poderia ser maximizado, de maneira que possa modificar o próprio modo com o qual seus usuários enxergam o mundo;
  4. Back to the product – somente agora, após ter em mãos o conceito de valor que será entregue a seus usuários e entender de que forma ele pode modificar suas vidas, tente imaginar a forma mais simples e sintética de resumir esse conceito em um único produto ou serviço: eis o seu MVP.

O restante da receita todos já sabem: mexa até “ficar homogêneo” e leve ao forno alto, observando algumas vezes para se certificar de que irá crescer, mas com cuidado para não queimar as bordas e, principalmente, o “fundo”.

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