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Problemas – a verdadeira matéria-prima

Estamos sedentos por inovação e novas maneiras de se relacionar com o mundo e com nossos semelhantes. A internet modificou a sociedade em um grau que, provavelmente, só iremos compreender em sua plenitude em décadas, talvez séculos. Com o ímpeto inovador, as ideias proliferam e se originam a todo momento e, ao menos no segmento de startups e empreendedorismo digital, se confundem com empresas e até mesmo com produtos.

Ideias são ideias. Não são um empresa. Também não são um produto ou serviço. Uma vez posta em prática e esgotada na validação de seu conceito, aí sim uma ideia pode se tornar um produto, um serviço ou uma startup. Mas hoje pretendo tratar de algo anterior a essa discussão: a verdadeira matéria-prima, o insumo base que possibilita a criação de startups e comunidades empreendedoras.

Todos têm problemas, poucos veem oportunidades

Problemas, seja no cotidiano ou na matemática, existem em número infinito. Cada um de nós enxerga problemas particulares em tudo aquilo que nos cerca e, não raro, tais inconvenientes são compartilhados por outras pessoas e até mesmo por grupos inteiros. A concentração da população mundial em metrópoles e ambientes urbanos cada vez mais populosos fez com que muitos desses problemas fossem compartilhados não apenas por alguns, mas por milhões e, às vezes, bilhões.

Oportunidade é a palavra que deveria definir startups e o empreendedorismo, não ideias.

Grandes empresas não são necessariamente construídas em cima de ideias inovadoras e “disruptivas”, mas sim da antevisão de oportunidades de mercado. Modelos de negócio batidos e relativamente comuns prosperam, enquanto outros, inéditos e geniais, sequer saem do papel. O momento certo, no lugar certo, com os recursos certos é o mínimo que se cobra de um empreendedor – nesse cenário, enxergar oportunidades é obrigação, não acaso ou sorte.

Para encontrar novas oportunidades, por exemplo, às vezes é preciso voltar ao início – o vídeo abaixo ilustra o senso de oportunidade em um mundo pós-industrial, que tem gerado grandes e novos negócios nos EUA e Europa. É a volta do “hand made”, do orgânico, da produção de pequena escala e do valor “realmente” agregado.

Resolver problemas = mudar o mundo

O que é preciso fazer para mudar o mundo? E, mais importante, mudar o mundo de quem? Empreendedores todos os dias se propõem a resolver seus próprios problemas e desconfortos e, ao fazê-lo, mudam o mundo de muitas outras pessoas que compartilham de sua ansiedade. Não se trata apenas de uma filosofia piegas – resolver problemas é o significado de todo grande empreendimento e tornar melhores as vidas de seus usuários ou clientes não é um “plus”, mas sim o que irá sustentar seu negócio e manter sua prosperidade.

Gosto muito do vídeo da Apple do “Think Different” (logo abaixo), já antiguinho, mas sempre atual. Enquanto pensarmos em startups ou em propostas empreendedoras como caminhos fáceis rumo ao enriquecimento ou reles projeções físicas de nossas ideias, não criaremos grandes produtos e certamente nenhuma solução.



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