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Pitzi – quem precisa de garantia estendida?

Seu celular "deu pau"? Daniel Hattkoff e a Pitzi podem resolver em cinco dias.

Vivemos no mundo da “substituição”: quebrou, joga fora e compra um novo… correto? Não, de acordo com o empreendedor californiano Daniel Hattkoff, muitos defeitos simples podem ser resolvidos de modo rápido e barato, com um custo igualmente amigável. Essa é a aposta da Pitzi, startup liderada pelo empresário, que agora também passa a ser conselheiro do fundo estrangeiro Flybridge Capital Partners, assessorando esses investidores não apenas a buscar e localizar oportunidades no Brasil, mas também a entender o funcionamento do mercado local.

A Pitzi existe desde o ano passado, mas sua fase plenamente operacional começou há pouco, em maio deste ano, comenta Hattkoff. A aposta da empresa é a de simplificar serviços e garantias hoje até existentes no mercado, mas caras e demoradas. “O que geralmente as operadoras de celular hoje oferecem é a garantia estendida”, diz o empreendedor. No caso da Pitzi, o usuário paga um valor mensal do “Clube Pitzi“, geralmente entre R$ 10,00 ou R$ 15,00, podendo variar de acordo com o modelo do smartphone inscrito. A partir da associação, o usuário pode enviar seu telefone para conserto pela Pitzi, seja no caso de defeitos de hardware ou mesmo na eventualidade de um acidente.

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Quase um seguro

O funcionamento da Pitzi não chega a ser o de uma assistência técnica, nem mesmo uma garantia, porém se assemelha a um seguro. O usuário relata o defeito, e uma caixa lhe é enviada por SEDEX, para retirada do aparelho – uma vez consertado, o aparelho é remetido novamente ao usuário. Hattkoff faz questão de ressaltar o verdadeiro pulo-do-gato da startup: a rapidez. Ele estima que o processo todo levará em média cinco dias, independente do tipo de reparo necessário. Nem é preciso dizer que é infinitamente mais rápido do que assistências técnicas.

A vantagem é clara – mais barato, mais rápido e sem ficar pendurado no telefone. O preço mais em conta, fora o artifício do pagamento mensal, ocorre devido ao relacionamento mais direto com o consumidor. Hattkoff diz que serviços similares de operadoras tendem a ser muito caros, pois envolvem o fabricante e margens bastante pesadas para as empresas de telefonia.

Daniel explica que o serviço é bastante comum no exterior e o mercado potencial no Brasil é extremamente promissor – são quase 200 milhões de celulares no país, embora menos de 5% deles sejam smartphones. Com o tempo, a substituição por aparelhos mais modernos levará esses números às alturas – e a Pitzi quer embolsar esse mercado.

O empresário não abre números em relação a associados, mas diz que a adesão tem sido rápida e o “clube” cresce a cada dia.

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Foco total

A despeito de sua contribuição para o fundo Flybridge Capital Partners, Hattkoff afirma que não desenvolve no momento nenhum projeto, dedicando-se 24 horas ao Pitzi. “Para fazer dar certo você precisa de foco”. O passo agora é agregar novos modelos de smartphones ao serviço e fazer crescer a base de assinantes. Daniel afirma que novos features deverão ser lançados até o final deste ano, mas sem detalhes.

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Um comentário

  1. José Victor says:

    Embora seja uma realidade o fato de que as pessoas têm trocado seu aparelhos com mais frequência, também é um fato de que estes aparelhos têm tido uma excelente durabilidade. Desde o meu primeiro celular adquirido em 2003, já tive 4 aparelhos. Cada um deles permaneceu comigo por pelo menos 2 anos com exceção do que estou utilizando hoje, os últimos 2 foram passados para outras pessoas funcionando perfeitamente. Nunca precisei fazer reparos com exceção do Nokia 2280 que precisou ser levado a uma autorizada para solucionar um problema de software.
    As garantias estendidas normalmente oferecidas no momento da compra não me atraem, mas eu me interessaria muito se tivesse um seguro contra roubo, a ausência da oferta deste tipo de produto é o principal fator que levo em consideração quando desisto de comprar um aparelho mais caro.