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PingMind – o fim das plataformas inflexíveis de e-learning?

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O avanço do e-learning e do ensino à distância começou mesmo antes da proliferação das startups e da nova onda do empreendedorismo. Hoje, que estamos dez anos distantes das primeiras iniciativas brasileiras na área, o mercado passa a demandar plataformas e estruturas mais em linha com os novos paradigmas sociais, com flexibilidade de desenvolvimento e velocidade de adaptação aos novos desafios e conceitos da área educacional. Novos sistemas operacionais surgem todos os dias e a mobilidade não é mais um luxo para poucos – nesse contexto, a startup recifense PingMind parece ser uma das grandes inovadoras no segmento, uma promessa para os próximos passos do ensino virtual.

Hoje o Brasil provavelmente conta com uma centena ou mais de sites e portais de ensino virtual, aulas em vídeo e cursos online. Alguns deles são baseados em sistemas de LMS – Learning Management System – o equivalente ao WordPress ou Joomla para ensino e educação. O Moodle é um dos sistemas mais populares, porém existem outros. Há também sites especializados em streaming, para comercialização e propagação de aulas em vídeo. Contudo, em ambos os casos, a possibilidade de intervenção na plataforma fica restrita aos publishers.

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De programador para programador

PingMind surgiu inicialmente de uma iniciativa de ensino na área de programação, o PyCursos.com, segundo um dos fundadores, Péricles Miranda. O PyCursos oferecia um sistema de ensino e troca de conhecimento para programadores e alunos em Python. Com o sucesso da plataforma, mesmo em público tão restrito, Miranda diz que ele e seus três atuais sócios vislumbraram possibilidade de uso de uma plataforma similar para o meio educacional, de um modo mais abrangente.

A plataforma para programadores seria o primeiro esboço do PingMind, que agora faz seus últimos ajustes, para lançamento de um beta aberto em novembro de 2012.

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Boa plataforma, possibilidades inesgotáveis

Nós, da Startupeando, já tivemos acesso à futura plataforma do PingMind. De um modo geral, o que se tem até agora é uma plataforma limpa, de fácil manuseio e dedução e bastante completa. Mas isso, por si só, não faz o PingMind muito diferente de algumas boas startups do setor, especialmente algumas estrangeiras. A “galinha dos ovos de ouro” do sistema recifense está em suas possibilidades de customização e adaptação, as quais geram não apenas abertura para desenvolvedores criarem novas aplicações dentro da plataforma, mas também para que possam monetizar tal iniciativa.

A API do PingMind, comenta Péricles, está em fase final de desenvolvimento. Ela permitirá, entre outros, que desenvolvedores criem novas aplicações e as coloquem à venda em um marketplace interno, “vendendo” suas criações para empresas e pessoas que já veiculam e ministram cursos dentro da rede. Desse modo, Miranda e seus sócios esperam ter uma plataforma sempre em dia, com auxílio dos próprios usuários, e ainda gerar possibilidades de ganho não apenas na venda de cursos, mas também no desenvolvimento de aplicativos e plugins.

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