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Parem a startup, que eu quero descer!

O sucesso de uma startup, dizem, está relacionado principalmente ao seu time de fundadores – entretanto, alguns personagens que exercem o papel de cofundadores são os primeiros a pular fora de um novo negócio, e por sinal, quando você mais precisa deles. Para eles, uma startup é apenas uma aventura, um passatempo, uma etapa a cumprir na carreira ou até mesmo uma promessa. Parem a startup, pois eles querem descer!

O concurseiro

Pode parecer que seu sócio está completamente interessado em desenvolver um negócio, porém ele quer mesmo é passar em um concurso público – apenas não há nenhum específico em vista no momento. Nada contra quem segue essa carreira, mas convenhamos: empreender e seguir carreira pública são coisas como água e óleo, não se misturam. Tão cedo a “Folha Dirigida” ou o “Jornal dos Concursos” noticie algo de interesse, puff! Você tem um sócio a menos.

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O trendy

Ter uma startup está na moda. Não importa o que essa pretensa empresa irá fazer ou quão longe pode chegar, o que importa é estar na moda, participar de eventos e frequentar grupos e fóruns descolados na internet, participando de eventos e hangouts “animais”, como “startup demons”, “startup nutcrackers” ou “startup phodões”. O problema de se ter um sócio “trendy” é o mesmo que ocorre com qualquer modismo – ele passa. Uma hora enjoa, algo de novo surge e pronto, ele migra para outro modismo qualquer: paletas mexicanas, cupcakes, livros de colorir para adultos ou alguma outra coisa de vida útil certamente frívola, porém extraordinariamente noticiado e apelativo.

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O apavorado

Tudo é ótimo em uma startup. Você faz amigos, vai a eventos, não tem chefes e sua vida é uma curtição, até você descobrir que nem é. Alguns empreendedores se apavoram e abandonam o barco ao aparecerem os primeiros problemas, alguns deles, por sinal, bastante previsíveis, e entram em módulo maníaco-depressivo. Já se você tem um sócio com esse perfil e quer se livrar do cara, não é preciso muito: apenas faça cara de pavor e diga alto “e agora, o que vamos fazer”. Pronto, um sócio meia-boca a menos.

O Sr. Sucesso

Ele é bom em tudo – manja de tendências, de gestão, de marketing, de vendas, de assobiar e chupar cana. Ele é tão absurdamente bom em tudo o que faz (incluindo ter ele, claro, criado a startup sozinho) que, sem mais nem menos, resolve partir para a carreira solo, sem sobreaviso. Em alguns casos, esse personagem não fará falta, mas em outros, principalmente naqueles nos quais as funções e tarefas já haviam sido distribuídas, você terá duas mãos a menos para utilizar.

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O pessimista

O mundo é tão simplesmente um conglomerado de 7 bilhões de pessoas empenhadas em acabar com a vida, a sorte, o sucesso e as esperanças desse empreendedor. Clientes não comprar? Então é hora de desistir. O aplicativo não funciona? Melhor desencanar, já que não deu certo. O primeiro investidor visitado não despejou dinheiro em cima de vocês? Então a startup nunca dará certo. Esse tipo não causa grandes transtornos, mas você sempre fica sem compreender: se tudo sempre dá errado, porque ele se deu ao trabalho de tentar criar uma startup.

O assalariado

Ele não quer montar uma startup, ter uma empresa ou fazer qualquer outra coisa – ele quer é um salário de “grátis”. Enquanto esse fulano estiver ganhando um pro-labore, tranquilo, ele “até” faz alguma coisa. Quando a torneira secar ou mesmo der uma fechadinha, o rapaz vai comprar um maço de cigarros e nunca mais volta.

O injustiçado

Esse é o pior de todos. Criado a leite com pêra e Ovomaltine na casa da vovó, esse rapaz adora trabalhar e participar… ao menos enquanto tudo o que ele fala, diz, manda e exige é cumprido. Ao menor sinal de discordância por parte de sócios e colegas, ele automaticamente joga tudo para o alto e encarna a figura do traído. Escreve posts em blogs, notas em redes sociais, falando de como “se decepcionou” e tudo mais que tem direito. É um tipo perigoso, pois pode botar meses de trabalho por água abaixo simplesmente em razão de seus choramingos e reclamações online. Todo cuidado é pouco.

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