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O fim dos textos sem-pé-nem-cabeça, ou “SEOld”

Os ditames que norteiam o mundo à parte do Search Engine Optimization (SEO) sofreram consideráveis alterações ao longo do ano que passou. Para os “realmente” profissionais dessa área, as mudanças não foram assim tão bruscas: muitos deles já primavam por qualidade ao invés de resultados bonitos e sem efeito prático junto a seus clientes, e agora irão colher os frutos de um trabalho criterioso e montado para o longo prazo.

Mas por que a maioria das empresas ainda parece seguir uma receita de bolo que está fadada ao esquecimento?

Bem, um amigo costumava me dizer que sempre que alguma novidade ou tecnologia começa a ser utilizada por aqueles que nunca tiveram qualquer preocupação com a inovação, é hora de mudar o foco. De fato, por mais injusto e elitista que isso parecer, quando vemos vidraceiros, padarias e marceneiros discutindo keywords e contratando serviços de SEO de “rapazes da informática” em seus bairros, está na hora de olhar as coisas sob outro viés. Vou tomar a liberdade de batizar algumas das práticas ainda vendidas como o milagre do marketing digital por profissionais de duvidoso gabarito como “SEOld” – nada mais justo, afinal estamos falando de práticas velhas, que não levam em conta mudanças estruturais ocorridas nos últimos dois anos no modo com que as pessoas utilizam a rede e também em como as buscas e critérios de relevância são tratados pelo Google, Bing e outros engines.

Publicidade digital não é barata

Nem pare para ouvir propostas de SEO que começam com “só R$ 50,00 por dia”. O valor pode ser barato para sua empresa, dentro do caixa e disponibilidade de recursos para investimento em marketing, mas no final das contas, não é sobre o seu capital que se deve pautar o nível de benefício de uma ação. O que importa não é o quanto você investe ou não, mas sim o retorno que isso gera ou deixa de gerar.

Entre profissionais de SEO e marketing digital mais conceituados, o chamado ROI, ou o retorno sobre o investimento, é o que deve pautar as ações daqui para frente. Afinal de contas, se você investiu só R$ 200,00 em um mês em publicidade, mas não angariou um cliente sequer, essa ação foi, por mais que seu valor absoluto seja pequeno, incrivelmente cara em relação aos resultados gerados.

O fato é que uma ação mal orientada pode gerar gastos incomensuráveis no meio online nos dias de hoje. Sem mensuração dos resultados, seu investimento em marketing é nada mais do que panfletos ao vento, algo que para você soaria como queimar dinheiro no meio físico, mas parece uma ação correta quando nos referimos à web, o que nos leva ao próximo tópico.

O custo de aquisição

Essa é a métrica que realmente importa para sua empresa, o chamado “CAC” no universo do SEO e do marketing digital. É preciso saber o quanto você de fato gasta para adicionar cada novo cliente ao seu negócio, de modo a poder comparar esse valor ao volume de gastos desse cliente com sua empresa. Se o valor gasto supera ou se aproxima do quanto esse cliente de fato irá gastar com você, pule fora, pois você está torrando dinheiro sem auferir qualquer lucro na operação.

O CAC é o que vai definir de modo claro o seu ROI. Quanto maior o CAC, mais difícil ou demorado será gerar um retorno sobre o valor investido por sua empresa em ações de marketing. O CAC ideal é algo relativo, mas geralmente, se você já possui um negócio estabelecido, ele jamais deve superar o tíquete médio de cada cliente, ou em termos práticos, o valor que seu cliente irá gastar com você.

Conteúdo de fato

É indiscutível o fato de que os antigos ditames do SEOld infestaram a internet com conteúdo produzido exclusivamente para gerar melhor ranqueamento, com foco total em mecanismos de busca, e não em qualidade. Textos ridículos e horrorosos, sem qualquer sentido ou coesão e repetições infinitas de palavras e expressões-chave em negrito, com links enfiados sem qualquer lógica ao longo dos parágrafos… ou seja, algo que ninguém em sã consciência seria capaz de ler e apreciar.

O incômodo foi tanto que as novas orientações de SEO apontam para um conteúdo solidamente desenvolvido, com palavras-chave focadas muito mais nas intenções do leitor-usuário e no princípio da cauda longa, fugindo das keywords generalistas e vazias.

Backlinks sem enrolação

Chega de backlinks-spam e parcerias ridículas com todo e qualquer site para gerar backlinks, ou digitadores braçais incluindo referências em comentários de sites WordPress em metade do planeta. Backlinks de qualidade, que façam sentido e sejam resultado de um “diálogo de conteúdo” entre websites serão cada vez mais valorizados e certamente terão peso redobrado em novas versões dos algoritmos do Google e outros mecanismos de busca.

Automatização versus dedicação – dilema do SEO

O que realmente se espera de um empreendedor? A idealização de uma fórmula mágica que passa a “funcionar sozinha” em determinado momento ou o pulso firme e dedicado conduzindo o negócio frente a qualquer desafio? Será que deveríamos esperar menos de especialistas em marketing digital? A nova era do SEO parece estar abrindo caminho para aqueles que testam, se dedicam e insistem, e fechando mais portas a cada dia para os “magos das keywords”.



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