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Modelos de negócio com foco em impressão 3D

Impressoras 3D são, junto com smartphones e tablets, a nova coqueluche do mercado online. Todos os dias surgem novas empresas oferecendo a impressão “mais em conta” (embora continue caríssimo) ou ainda a impressão de itens específicos de modos ainda mais específicos. A Startupeando pesquisou alguns dos novos modelos de negócio nesse segmento, e juntou cinco entre os mais curiosos deles.

O primeiro que selecionamos é a Zazzy, uma empresa holandesa, de Amsterdã. O foco da Zazzy é produzir pequenas jóias e bijuterias, principalmente para atender ao mercado de jovens e adolescentes. No modelo dessa startup, você mesmo envia seu conceito de jóia, o qual é produzido e entregue para você – simples, direto e eficaz. Outra startup que também criou um interessante modelo com foco no público infantil e adolescente – especialmente feminino – é a londrina MakieLab. A empresa possui uma plataforma que permite aos clientes criar bonecas personalizadas a partir de modelos 3D, que são posteriormente impressos em peças e enviados ao cliente. A MakieLab ostenta ter o “primeiro brinquedo do mundo impresso em 3D”.

 

Algumas startups, no entanto, não concentraram seus negócios no serviço ou na impressão de produtos, mas sim nas próprias impressoras. O objetivo tem sido reduzir o custo desses equipamentos, ainda bastante caros em qualquer lugar do mundo. A americana FormLabs já está comercializando uma impressora 3D de boa definição e precisão por US$ 3.299, por exemplo, mas outros concorrentes têm surgido a todo momento. Concorrentes buscando meramente a redução de preços não são poucos – exemplo disso é a Solidoodle. A empresa comercializa já várias gerações de protótipos, com preços que variam entre US$ 599 e US$ 999.

Outra das concorrentes “baratinhas” que nos chamou a atenção foi a Pirate 3D – uma impressora sendo anunciada em pré-venda por US$ 885 (aparentemente, logística é o problema dessa startup, uma vez que desse montante, quase 400 dólares correspondem apenas ao frete, via aérea).

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Pirate 3D – impressora ridiculamente barata, com frete ridiculamente caro

 

Tudo e mais um pouco

Marketplaces de modelos e protótipos em 3D vêm comercializando e lidando com todo e qualquer objeto – literalmente. Bom exemplo disso é o Shapeways, um marketplace com designs e modelos submetidos por designers do mundo todo… não há limites. Teoricamente, é possível encontrar qualquer coisa navegando pelo site – de brinquedos e gadgets até jóias e objetos de arte. Mas há muitos outros serviços de impressão 3D online com busca de protótipos e modelos – o Sculpteo é outro desses exemplos.

Algumas outras empresas fornecem serviços que compreendem todas as etapas da produção 3D – é o caso da australiana Thinglab. A empresa oferece desde serviços de escaneamento 3D para produção de modelos, passando por serviços de impressão e modelagem e chegando à criação de modelos e esquemas 3D do zero. O B2B também é uma possibilidade nesse segmento. A Freedom of Creation é uma empresa que integrou a primeira leva de startups no segmento de modelagem e impressão 3D e hoje atende clientes como Nike, Nokia, Hyundai e L’Oreal.

O segmento de artefatos médicos e ortopédicos também vem sendo atacado de frente por muitas startups. O nova-iorquina Sols apareceu com uma ideia simples e rápida, para oferecer um artefato bastante específico, mas que muitas gente utiliza ou pode vir a utilizar: palmilhas ortopédicas, que são impressas conforme a necessidade do cliente. Outra que está com o pé nessa área é a Prevue Medical, de Washington – a empresa produz modelos educacionais de anatomia a partir de imagens ou modelagens 3D. E, se você usa óculos, que tal ‘imprimir’ sua próxima armação? É o que propõe a startup americana Make Eyewear.

Os avanços chegam ao ponto da impressão de tecidos humanos. Exemplo disso é a empresa Organovo, sediada em San Diego. Todas as pesquisas, protótipos e produtos desenvolvidos pela startup apontam para tecidos e órgãos humanos impressos em 3D que sejam funcionais e possam ser inclusive transplantados. Difícil de acreditar, não?



2 Comentários

  1. Carlos Matos says:

    Bem lembrado, meu caro!

  2. Renne Rocha says:

    Na lista de empresas que tem como modelo de negócios a comercialização de impressoras 3D, seria interessante apresentar uma iniciativa brasileira, a Metamáquina (http://metamaquina.com.br/) que comercializa impressoras e tem uma abordagem aberto (hardware e software abertos). Senão vai parecer que só fora do Brasil tem gente trabalhando com isso 😉