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Modelo Canvas e noções de storytelling

A filosofia startups surgiu para tornar a nós, empreendedores de todas as idades, origens e setores, mais dinâmicos, rápidos e atentos aos problemas e mudanças da sociedade em que vivemos. A palavra “agilidade” é indissociável quando falamos a respeito de startups: tudo tem de ser rápido e objetivo, mas quando chegamos ao quesito ‘descreva seu negócio’, parece impossível fazê-lo em menos que os malditos 140 toques do Twitter.

Bem, se você fez a lição de casa e realmente seguiu os métodos de concepção de ideias, criação de modelos de negócio e desenvolvimento de pitch e apresentação, não deveria ser complicado resumir a atividade de seu futuro ou pretenso negócio em uma reles linha de texto, mas o fato é que a tarefa não é das mais fáceis. Como humanos, nos sentimos compelidos a criar contexto e cenário para tudo aquilo que contamos ou descrevemos. O modelo Canvas, tão popular entre os empreendedores modernos, nada mais é do que uma forma de dissociar esse cenário da estratégia central de uma empresa ou novo negócio, tornando o objetivo inicial do negócio e, principalmente, seus personagens e sua trama mais visíveis a um observador treinado.

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Nada mais que um enredo

O Twitter, com seus 140 caracteres por mensagem, pode ser considerado uma medida ideal para que você coloque à prova seu modelo de negócios. Pense: você é capaz de dizer – e fazer-se compreender – a um completo desconhecido o que sua empresa realmente faz e oferece, convencê-lo a investir tempo, dinheiro ou adquirir seu produto ou serviço, com apenas 140 toques e sem o apoio de imagens, vídeos ou qualquer outra parafernália?

O exercício visa treinar sua capacidade de síntese e não criar uma nova e ainda mais bizarra modalidade de pitch. Para ajudar na tarefa, consideremos que, sendo seu modelo de negócio uma história, temos algumas partes que se pode facilmente distinguir:

  • Personagens – alguns dos campos do Canvas podem ser considerados como personagens. Sendo você o protagonista, que deve levar a empresa ao desfecho e solução do enredo, temos mais alguns participantes da trama que merecem menção: um deles o público e outro os parceiros;
  • Conflitos – são aqueles obstáculos que deverão ser resolvidos para que o protagonista supere as adversidades do enredo, chegando a seu final. No Canvas, podemos enumerar o conflito dos recursos, sempre escassos e exigindo parcimônia; o conflito dos canais, sob o qual há sempre um modo de se atingir o público, superando um problema; os conflitos de relacionamento, que manterão você próximo do público, ou farão com que se distancie e, finalmente; o conflito das atividades e ações-chave, muito relacionadas com a capacidade do empresário de prever movimentos e problemas que ainda estão por vir, e antecipar-se de modo a superá-los com mais facilidade;
  • Caminhos – entre custos e receitas você, como protagonista de seu modelo de negócios, irá traçar o enredo de sua startup. Quanto maiores os custos, mais difícil será sua jornada, ao passo que quanto maior a receita gerada, mais bem sucedida será a história que você pretende contar, e também sua vitória como herói dessa epopéia.
  • Valor – por último, temos o valor gerado, tema central do diagrama Canvas e também de sua história como empresário. O valor gerado se equipara àquela arma ou estratégia secreta que impulsiona os personagens a uma vitória de proporções épicas. Do valor dependerão todos os demais fatores – a ele estarão vinculadas suas chances de sucesso, seu relacionamento com os demais atores da trama e o próprio andamento da história em si. Em determinado momento, será impossível dissociar o valor de uma empresa de seus fundadores e do mesmo modo que esse ‘segredo’ caracteriza personagens e histórias inteiras, ele passará também a representar parte da personalidade dos próprios fundadores de uma startup, e vice-versa.

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