Minhacidade.me – transparência que pode ser colorida

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As redes sociais e o advento da web 2.0 elevaram a pressão sobre o poder público. A palavra transparência virou uma obrigação, não mais uma bandeira de campanha, e embora muitas autarquias, secretarias e órgãos públicos tenham passado a realmente oferecer acesso à população de dados, estatísticas e documentos, sua busca e visualização ainda é confusa, difícil e muitas vezes traz mais dúvidas do que respostas. Pensando um pouco em facilitar o acesso a essas informações, em uma plataforma centralizada, organizada, de fácil acesso e, sobretudo, mais bonita, empreendedores de Taubaté idealizaram o Minhacidade.me.

O site que já está no ar explica resumidamente a ideia, mas o product manager Diego Sieg deu uma palhinha da plataforma para a Startupeando. O sistema concentrará diversas informações de interesse público, concentradas em uma mesma plataforma e organizadas em categorias. Um mapa tornará a visualização dos dados mais clara e uma barra lateral trará notícias, tweets e comentários referentes ao tema. O usuário também poderá contribuir, deixando mensagens e comentários, que se juntarão aos dados já catalogados.

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Segurança em primeiro lugar

Sieg diz que a equipe ainda está desenvolvendo os bots que irão capturar a informação e dados para tratamento na plataforma junto a sites governamentais e portais de transparência, mas afirma que o primeiro item visitado pelo Minhacidade.me será a segurança pública, para inauguração da plataforma, no segundo semestre deste ano. Saúde, educação, tributos e outros temas serão posteriormente agregados ao sistema, mas ainda não há um calendário específico. “É bastante trabalho”, comenta Diego.

Na opinião da Startupeando, se o sistema tiver a mesma competência do design e experiência do usuário já existentes na plataforma, não há outro caminho que não seja o do sucesso.

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Modelo incerto

Apesar do otimismo, Sieg ainda se mostra inseguro em relação ao modelo de negócios do Minhacidade.me. O empreendedor afirma que até então, todo o investimento foi bancado pelos idealizadores, e vê justificadamente possibilidades do serviço como provedor de dados e informações, talvez por meio de uma assinatura premium. O fato é que redações jornalísticas, veículos de mídia em geral, partidos e entes governamentais e mesmo muitas empresas pagariam, e muito bem, para ter acesso a todo o “raio-x” da administração pública com poucos cliques. Contudo, nada ainda foi definido.

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