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Macacupom – uma nova equação no segmento de cupons

Pode parecer um pouco esdrúxulo, mas até onde pudemos ver, os quatro fundadores da GET7, agência de Bauru, no interior de São Paulo, estão tentando implementar uma nova equação no mercado de cupons e no quase finado segmento de compras coletivas. O Macacupom iniciou sua fase beta há pouco e, até o momento, conta com pouco mais de mil inscritos. Apesar de oferecer cupons para seus usuários, o Macacupom possui um funcionamento bastante peculiar e algumas características diferentes dos sites tradicionais de cupons, ofertas ou compra coletiva:

  • Assinatura: como um site de assinaturas, o Macacupom cobrará de seus usuários um valor mensal fixo de R$ 9,90, para que tenham acesso a uma gama de cupons e promoções.
  • Descontos são apenas o começo: além de descontos das empresas parceiras, usuários terão acesso a outros tipos de promoções via cupons, que podem incluir “pague 1 e ganhe 2”, brindes, condições especiais de venda e pagamento e outros.
  • Convênios para assinantes: além dos cupons, os usuários terão acesso a serviços e vantagens exclusivas, por meio de convênios firmados com as empresas parceiras.
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Nascida no interior

A ideia do Macacupom surgiu na cidade paulista de Bauru, a 325 quilômetros da capital do estado. Entretanto, quem conta a história da startup é Nino Marques, nascido em São Paulo e morador de Bauru há seis anos. “Estou finalizando minha graduação em sistema de informação na Unesp, já trabalho como engenheiro de software em uma empresa local e sempre fui amante do empreendedorismo”, comenta o fundador.

“Nossa startup se chama GET7 e nosso primeiro produto é o Macacupom, que é um ‘pivot’ de outra ideia que tínhamos para ajudar universitários recém-chegados à cidade a economizar e encontrar informações uteis”, lembra Marques. Ele e os outros três fundadores decidiram então investigar as falhas e problemas em outros modelos de “clube”, sites de cupons e mesmo compra coletiva, para chegar a um modelo que pudesse atender ao público universitário em base diária.

“Trabalhamos durante 3 meses na criação de um MVP, captando parceiros, criando um modelo de negócio completo e agora em abril vamos lançar o serviço”.

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A Startupeando ainda fez algumas perguntas para Marques, a respeito do modelo de negócio da Macacupom e também das expectativas dos fundadores em relação ao retorno do público e dos primeiros meses de operação.

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Startupeando – Qual o desconto médio cedido pelos parceiros e como a Macacupom envolve essas empresas? É cobrado algum tipo de mensalidade ou custo de anúncio delas?

Nino Marques – Nós não trabalhamos apenas com descontos, são também promoções (ex: leve 1 pague 2, ou compre X e leve Y) , exclusividades ou vantagens (por exemplo, na estreia de um filme X, ingressos serão reservados a usuários Macacupom, ou uma linha de produtos em determinada loja destinada a eles apenas) e por ultimo “convênios”, incluindo valores fixos de desconto para usuários, sem limite de uso nos estabelecimentos parceiros.

A nossa parceria com os estabelecimento é verdadeira – se eles proverem ótimas condições para nossos usuários, não pagarão para anunciar em nosso site, ou mesmo terão de destinar parte de seus lucros a nosso sistema.

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Startupeando – O modelo é sem dúvida escalável, mas exige presença em outras regiões para isso – qual o plano de expansão da Macacupom?

N.M. – A primeira cidade a receber o Macacupom vai ser Bauru, onde iremos validar algumas ideias, porém já temos planos para expandir. Já temos consultores em 5 cidades captando parceiros e estamos selecionando pessoas para levar o site para varias cidades do Brasil. Nesse quesito, um investimento seria bem-vindo, e estamos estudando possibilidades para alcança-lo.

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Startupeando – O sistema já conta com quase mil usuários registrados, porém o primeiro mês é gratuito. Sob uma análise pragmática, quantos dos usuários até agora cadastrados vocês esperam reter a partir do segundo mês, já cobrado?

N.M. – Bom, o objetivo é reter todos eles, porém sabemos que isso não irá ocorrer, embora estejamos trabalhando duro para oferecer um serviço bom o suficiente para deixar evidente que esses R$9,90 cobrados levam a uma economia várias vezes maior, a ponto de conseguirmos reter pelo menos 70% desse público atingido.

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