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Limite de uso na banda larga – o que muda para startups?

Fiber optics background with lots of light spots

Tudo indica que não vai ter jeito – a internet de banda larga será pedagiada, assim como ocorreu com as conexões de 3G e 4G. Teoricamente respaldadas por regras da Anatel (embora pessoalmente achemos que o governo em si não vê com maus olhos a possibilidade angariar mais impostos com o aumento de receita das operadoras), as grandes do segmento já anunciaram seus planos de cobrança, segundo elas “seguindo tendências internacionais”. A discussão toda vocês podem encontrar em diversos sites especializados e, a julgar pelo andar da carruagem, duas coisas são certas: a cobrança virá de uma forma ou de outra, e não estamos no último capítulo dessa novela.

Contudo, como isso muda planos e estratégias para startups e empresas que prestam serviços e oferecem produtos online? Quais serão os grandes beneficiados e os prejudicados por uma menor liberdade de uso de recursos de acesso por parte do público?

Quanto mais leve melhor

Bem, se o objetivo era criar aplicativos e plataformas cada vez mais leves e de rápido carregamento, isso agora deve estar estampado como prioridade há desde o primeiro modelo de negócio. Sistemas que consomem menos dados e banda sairão sem dúvida na frente. Aplicativos pesados e cheios de recursos, sites de e-commerce com aberturas lindas e vídeos em alta definição, propagandas em vídeo… tudo isso consome dados e, para o cliente ou prospect, representarão menor tempo de uso de sua internet ou pior, uma cobrança maior no final do mês.

Voltamos à era da simplicidade. Publicidade mais assertiva e objetiva, maior uso do e-mail como ferramenta de propagação, e redes sociais em alta, pois o público irá priorizá-las dentro dos limites de uso que possui.

Problema versus solução

Um benefício adicional surge ainda dessa miniaturização e leveza em aplicativos e websites. Startups que construírem produtos que consomem menos dados passam agora a poder usar esse atributo como benefício direto para seus clientes. Dentro das possibilidades de uso segundo a nova lógica de cobrança, muitos clientes estarão dispostos a usar aplicativos e acessar ferramentas menos sofisticadas, mas consumir menos dados e reduzir seu custo e consumo. O “one feature” precisará se transformar no “one feature with no hassle”. O que era simples e leve pode precisar de uma versão ainda mais light.

Custos internos

As startups, que muitas vezes sequer calculam despesas como a internet em seus custos fixos de instalação e desenvolvimento, precisarão estar ainda mais atentos com essa despesa. Um heavy user de internet pode consumir, hoje, mais de 400 GB ou 500 GB mensais de dados – e esse número tende a ser ainda maior entre empreendedores e desenvolvedores no mercado digital e de startups. O uso de dados terá de ser controlado e planejado, sob o risco de ver uma despesa que antes era fixa tornar-se uma despesa variável ou até mesmo imprevisível. O consumo de banda larga pode representar, em termos mensais, um adicional pequeno, de R$ 100,00 ou R$ 200,00 no custo de uma nova empresa. Porém, quando colocado e projetado em termos anuais, pode comprometer investimentos em outras áreas e o fluxo de caixa de uma nova empresa.



Um comentário

  1. Douglas says:

    E Mais uma vez o governo (Anatel) barrando o progresso. Se ao menos os serviços de dados fossem satisfatórios, seria menos dolorido, mas sabemos que não é assim. Eu simplesmente não entendo essas atitudes. Limitar os dados da internet é voltar no tempo, e no meu ponto de vista, tudo que o Brasil precisa agora é avançar, mas a máquina governo tem uma visão míope e altamente autoritária, impõe as regras e penalizam quem não as cumprem. Lamentável…