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Kardo – startup como o próximo passo

A impressão que se tem, quando falamos de startups, é de que esse segmento da economia representa apenas empresas que surgem com propostas totalmente inovadoras, sem concorrentes e inéditas sob todo e qualquer aspecto. Mas, e se a metodologia e o perfil startup representasse o próximo passo de algumas das empresas da dita “economia tradicional”? Bem, parece que no segmento de cartões a ideia não é nova, mas mesmo assim, o empresário Gustavo Macedo Gubert resolveu criar a Kardo – uma pequena startup que se propõe a ampliar a oferta, possibilidade de customização e entrega de cartões comemorativos.

O modelo não é novo e já é relativamente popular no exterior, porém o que surpreende mesmo é o fato de Gustavo vir do próprio segmento “tradicional” de cartões. “Na verdade eu já estou nesse mercado (de cartões comemorativos) há 3 anos com outra empresa, que atua exatamente no modelo tradicional. Produção em grande escala, venda para o atacado, etc”, explica ele.

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Lições da velha guarda

Tendo em sua bagagem a atuação no próprio segmento em “outros carnavais”, o fundador da Kardo avalia três pontos como sendo as principais vantagens do modelo startup sobre o tradicional, para seu mercado:

  • A personalização, é claro;
  • Não precisar ir a papelarias ou lojas para adquirir os cartões;
  • A enorme variedade de motivos e cartões que podem ser ofertados ao mesmo tempo online.

“Percebemos que muitas pessoas deixavam de comprar um cartão simplesmente porque não iam até uma papelaria apenas para isso. No modelo tradicional, antes de tudo, o lojista tem que querer os cartões, o que é um empecilho para se chegar ao consumidor final”, comenta.

Funcionava no caso da velha guarda e funciona também para startups: eliminando um dos elos da cadeia, ou seja, a papelaria, a Kardo pode atender mais facilmente às expectativas de gosto do cliente. Apesar de ser uma lição bastante simples e até mesmo óbvia, muitos empresários, de startups ou não, ainda bombam de ano nesse quesito.

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O perfeito mundo sem estoque

É claro que o processo de produção, qualquer que seja, afeta de modo decisivo o negócio, concorda Gustavo. No caso da Kardo, a variedade monstruosa só é possível porque, ao contrário do modelo tradicional, não é necessário imprimir quantidades enormes de um mesmo cartão para que se chegue a um custo aceitável e nem mesmo manter estoques a perder de vista, correndo ainda por cima o risco de clientes não gostarem ou aprovarem o produto.

No modelo tradicional eu posso ter, por exemplo, 10 modelos de aniversário, 5 de amor e 2 de casamento, já com a Kardo ou posso oferecer 1000 modelos de cada, sem gastar praticamente nada com estoque (outro enorme problema do modelo tradicional é o alto custo com estoque), sendo que cada cartão só é impresso após o pedido.

A experiência de atuar em um mercado no qual já sabe onde pisar tornou Gustavo não apenas prudente em suas análises e expectativas em relação à Kardo, mas também confiante sobre o futuro do negócio e as possibilidades de realmente atender a problemas que foram detectados em sua jornada produzindo cartões para papelarias e lojas. “Em uma pesquisa que fizemos há alguns anos, mais de 30% das pessoas que não compram cartões destacam que os motivos são: “não gosto das mensagens e ilustrações dos cartões que encontro nas lojas” e “não vou até uma papelaria ou loja de presentes para comprar um cartão“. A Kardo vai tentar resolver isso”.

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Um comentário

  1. Márcio Schultz says:

    Baita entrevista bacana! Inteligentíssimo projeto!