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Jobs – ideias, visões e uma nova teoria

Tive o prazer de assistir hoje ao novo filme biográfico “Jobs”, no qual devo dizer que Ashton Kutcher, contra todas as minhas expectativas iniciais, está acima de qualquer crítica. O filme, embora retrate a trajetória do gênio apenas até seu regresso ao comando da Apple, aborda claramente os conceitos de genialidade, empreendedorismo, construção de uma startup e, principalmente, como pude chegar à conclusão em seu final, a diferença monstruosa existente entre uma ideia e uma visão.

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Ideias estão em seu novo ápice – desde o início do século XX, ideias não eram tão valorizadas quanto agora. Entretanto, creio que estamos supervalorizando aquilo que é, tão somente, uma reação do homem ao meio – nossas ideias surgem a todo momento, estimuladas por fatores externos e em resposta a esses estímulos, bons ou ruins. Talvez o conceito do papel das ideias em empresas startups esteja razoavelmente equivocado – ideias, sem dúvida, aparecem em resposta a problemas propostos, mas não necessariamente os resolvem, embora pretendam faze-lo. Claro que a teoria envolvida lança mão do método de tentativa e erro para modificar e refinar a ideia, até que o problema seja, ainda que parcialmente, resolvido – porém nunca sabemos ao certo quantos ciclos serão necessários até que a famigerada ideia venha a atender o problema de forma minimamente satisfatória ou mesmo se o conceito final, que acaba por resolver o dilema, irá se parecer vagamente com o conceito inicialmente idealizado.

Eu já conhecia a história de Steve Jobs razoavelmente, mas vendo o filme uma segunda vez esta noite, tive um novo vislumbre sobre qual o grande inconveniente da maioria das ideias que não seguem adiante. A resposta é simples: as ideias estão no presente...

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Optando pela ação e pelo futuro

Tendo em mente duas coisas a respeito de ideias – que elas são uma reação ao ambiente e circunstâncias e que estão restritas ao presente  (como mostra meu rascunho da madrugada, logo abaixo) – podemos concluir que, particularmente no caso de empresas startup, que são um potencial mais do que um negócio, permanecer restrito a esses conceitos reativos pode ser perigoso e, de certo modo, não atende as necessidades de projeção e olhar futuro desse tipo de empresa. A solução é uma só: temos de usar as ideias apenas como instrumento para criar nossas visões – essas sim em linha com aquilo que se espera de uma empresa startup.

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Ideias e visões – características opostas, embora situadas sobre uma mesma linha do tempo.

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Visões têm características praticamente opostas às das ideias – elas se situam obrigatoriamente no futuro e surgem como forma de “agir” em relação ao ambiente e às circunstâncias, e não apenas responder aos mesmos. Voltando ao filme, a Apple teve de passar por maus bocados para finalmente concluir que a visão de Jobs nunca esteve no presente, lá atrás, na década de 1980, mas sim nos dez ou vinte anos que se seguiriam. Talvez Jobs afundasse mesmo a companhia caso tivesse ali permanecido, como temiam seus acionistas, mas o fato é que a visão, diferente das ideias que acompanharam a evolução da empresa, desde o Apple II, passando pelo Lisa e chegando ao Macintosh e finalmente aos iPod e iPhone, nunca mudou.

O filme vale a pena ser visto… o nosso conceito de “ideia que resolve problemas” deve ser levado ao escrutínio… nosso olhar deve estar mais voltado ao futuro, pois argumentem o que quiserem, é só nele que estão realmente nossas soluções.

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Um comentário

  1. Eu não sou muito de comentar quando leio algum post. Mas dessa vez eu tenho que fazer, e concordar com suas palavras. Nem todo negócio é voltado a resolver problemas. As vezes surgem negócios capazes de mexer com a necessidade do cliente em ter seu novo serviço/produto, e que o problema é quando esse cliente não o tiver mais. Vejo que estes são os grandes negócios. São soluções para problemas futuros.