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Eventick – a diferença que faz uma temporada no Vale

Os pernambucanos da Eventick – uma startup na área de gestão de eventos e venda de ingressos – mal podiam esperar pelo que estava para eles reservado quando conseguiram a possibilidade de participar do programa de aceleração Plug and Play Tech Center, no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Mais do que apenas alguns meses passeando na Califórnia, o programa mudou consideravelmente o ponto de vista dos fundadores da startup de Recife, que agora, de volta ao Brasil, trabalham duro em uma reestruturação completa dos negócios, como explicou o co-fundador André Braga, em entrevista para a Startupeando.

“É visível o fato de que estamos muito atrás”, comenta Braga, falando a respeito da proliferação da cultura de startups e empreendedorismo no vale californiano.

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Cultura do cotidiano

Mais do que encontros e reuniões marcadas em eventos e circunstâncias especiais, os fundadores da Eventick se viram cercados de uma cultura de empreendedorismo que não tem hora nem lugar para ocorrer. “Eu ouvia as pessoas falando sobre novos projetos e produtos no metrô… coisa de louco”, comenta André, a respeito da cultura de compartilhamento de conhecimento que pôde presenciar, durante o programa da Plug and Play, em Sunny Valley. “A questão da cultura é um negócio fortíssimo, uma cultura de compartilhamento que não existe no Brasil“.

“Nosso CEO ficou na Califórnia durante todo o programa e nós nos alternamos por lá, para não deixar a empresa na mão por aqui”, explica o empresário. A exposição da empresa ao ambiente do vale mudou diametralmente a forma com que os fundadores encaravam o negócio e, agora, passados os meses de aceleração, a palavra da vez é “reestruturação” na Eventick.

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Como nos livros

“A coisa por lá funciona exatamente como vemos nos livros”, diz Braga, se referindo à dinâmica do vale californiano. Agora que estão de volta, os empresários resolveram automatizar todos os processos que podem receber tal abordagem dentro da Eventick, e mudar a abordagem dos negócios. A reformulação da empresa passará não apenas pelas áreas de vendas e marketing, mas também por todo o operacional e mesmo pelo desenvolvimento – a ordem é automatizar processos e criar um ambiente mais dinâmico para os negócios, além de leve.

“Como passamos um ano desse jeito…” é a pergunta que André e seus sócios se fizeram, voltando do Vale do Silício. “Poderíamos estar em risco daqui um ano por conta disso”, diz.

André conta que os empresários definiram uma série de metas mensuráveis para a empresa daqui para frente, que hoje já contabiliza mais de 62 mil ingressos vendidos para diversos eventos que utilizaram e utilizam a plataforma. Quanto à atuação no segmento e concorrência de outras startups, André se mostra tranquilo, dizendo que uma certa “correção” já ocorreu no modelo de negócio. “Há dois anos esse segmento estava em uma ‘hype’, mas poucos realmente ficaram. Cada um se diferencia do outro e o nosso diferencial está na proximidade e engajamento com algumas comunidades, entre elas a empreendedora”.

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Um comentário

  1. Cleyton says:

    Pow…Esse artigo merece uma parte-II. Acredito que eles muito mais a falar do que foi descrito aqui