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Eaí – Brasil adere à nova onda de apps sociais

Embora os modelos de negócio em si ainda estejam nebulosos, aplicativos sociais recentes e que, em geral, envolvem a comunicação com auxílio de imagens, sons e vídeos, como é o caso do Instagram, Snapchat e outros, já é possível dizer que essa categoria seria uma “nova onda” de aplicativos e redes sociais. Enquanto o Facebook decide como vai tirar dinheiro do Instagram, adquirido por US$ 1 bilhão, e o Snapchat recusa ofertas que já ultrapassaram US$ 4 bilhões, brasileiros parecem não querer ficar de fora da nova corrente. O app local Eaí é um bom exemplo disso.

Nacionalmente, o Eaí é inovador ao propor uma abordagem moderna à comunicação entre os usuários, a exemplo dos apps já citados e outras redes sociais mais especializadas, como o Path. Não se trata, no entanto, do “primeiro aplicativo social brasileiro”. Seu pioneirismo é evidente no uso de vídeos instantâneos e geolocalização, mas vários aplicativos sociais já foram desenvolvidos no país, entre eles redes bem-sucedidas, como a Colab, rede social que propõe ações de fiscalização e promoção da cidadania entre os usuários, e a rede de compartilhamento de notícias e conteúdo Teckler.

Background forte

O que faz do Eaí diferente em termos de mercado, entretanto, é a força do Grupo Xangô por detrás do negócio, empresa já tradicional no lançamento, criação e escala de aplicativos e startups no Brasil. A proposta também é boa e já conta com versões em iOS e Android estáveis. Segundo a empresa, o objetivo é atingir 1 milhão de usuários ativos no primeiro ano de operação. A Startupeando conversou com o diretor de marketing da startup, Trevor Walsh, que explicou um pouco mais a respeito dos planos da empresa e de seus pontos fortes no mercado.

“O Eaí é um aplicativo de relacionamento em formato de um jogo”, comenta Walsh, explicando que, em relação a apps sociais como Instagram e Snapchat, o Eaí se diferenciará, segundo o executivo “por trazer um formato de intersecção entre real e virtual”. Quanto à geração de receita, nessa primeira fase, até por já nascer constituída com um forte backup, o Eaí concentrará seus esforços no branding e no crescimento da base de usuários.

Fuga do Facebook… um fator positivo

Não é segredo para ninguém mais que muitos jovens estão deixando o Facebook, ou simplesmente reduzindo seu tempo de uso na principal rede social do mercado. Nesse cenário, o Eaí parece estar surgindo no momento certo: a possibilidade de “roubar” usuários do Facebook com uma plataforma inovadora é grande. Apps de mensagens, como o Whatsapp, o Line e outros têm se beneficiado, além do custo exorbitando do uso de serviços locais de SMS, do descontentamento dos usuários com ferramentas mais consolidadas, como o Facebook Messenger e o Skype. Contudo, tais apps são pouco mais do que um SMS “turbinado” e, embora  tais aplicativos cresçam rapidamente e possuam óbvia utilidade, não trazem grandes inovações ao mercado. Eaí, será que teremos um app nacional nas luzes da ribalta? É aguardar para ver…

 



Um comentário

  1. Gabriel says:

    Nao entendi porque nao mencionar o Tinder? Claramente e’ o principal competidor dele nesse mercado.