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Design minimamente viável

O papo do “minimamente viável” ganhou a boca dos empreendedores modernos – startups ou não, todos falam em MVP e no desenvolvimento de produtos com poucos “features”. Mas quando o assunto é design, parecem jogar no lixo tal filosofia e optar por sites, newsletters e peças que trazem de tudo, mas não dizem absolutamente nada. A percepção visual é o que mais conta na internet dos dias de hoje. Produtos simples e objetivos podem ser completamente comprometidos por um design complexo e com detalhes desnecessários – sem contar que, quanto mais elementos colocamos em um website, maiores são as chances de que o resultado seja, simplesmente, feio.

Para aqueles com um pouco de autocrítica e dispostos a colocar de lado gostos pessoais em prol do sucesso de seus próprios produtos, aqui vão algumas dicas que podem auxiliar na hora de construir a imagem – dentro e fora da web – de qualquer produto ou startup.

Simplifique

Simplificar não significa excluir – significa concentrar esforços naquilo que é necessário e, sobretudo, que vende. Ninguém liga muito para vídeos e parafernálias aqui e ali em um website de um novo serviço SAAS se uma única pergunta não for respondida nas primeiras duas telas: para que serve? É preciso ter muito renome ou ser uma marca globalmente conhecida, como Google ou Apple, para que se possa prender a atenção do público em longas narrativas antes que se chegue aos finalmentes.

Como você e seu produto são estreantes, o design e a organização de seu site devem apontar diretamente para a fórmula do problema/solução. Use pontos contrastantes para destacar o objetivo e uso de seu produto ou serviço e prefira frases a textos, de preferência em fontes com tamanhos que possam ser lidos em qualquer plataforma. Imagens? Corte os sliders com dezenas de lâminas ou “mosaicos” de fotos. Você quer a atenção de seu público em um único lugar, então retire tudo aquilo que não estiver em linha com a mensagem central da página em termos de design.

Sem carnaval

A menos que seja estritamente necessário, trabalhe sempre com um número reduzido de cores. Além de facilitar a assimilação, um número pequeno de cores cria uma associação automática dos padrões e do design com sua marca. Não “chute” as cores. Trabalhe sempre com as mesmas (há centenas de tipos de azul, por exemplo) e tenha certeza de que o contraste entre os tons que você escolheu tornem a mensagem legível, tanto online quanto em impressos.

Fontes

Use no máximo duas fontes. Sempre prefira fontes “web safe” – aqueles que praticamente todo usuário possui instaladas em sua máquina – ou pelo menos fontes que possam ser acionadas via web, como Google Fonts. Estude e faça experiências com as duas fontes escolhidas. O ideal é possuir uma fonte clara e legível para o texto em geral e outra contrastante e de destaque para títulos e chamadas. Fontes com detalhes demais atrapalham a assimilação e tiram a atenção do leitor.

Garanta ainda que fontes estejam em tamanho suficiente para permitir a leitura também em tablets e celulares e estipule um bom espaçamento entre linhas e parágrafos. Mantenha, de preferência, a mesma combinação também para menus e para o UI de seu site ou plataforma.

Mobile first

Uma grande tendência do design, hoje seguida inclusive pela maioria dos frameworks existentes, é o chamado “mobile first”. Sem rodeios, isso significa que você deve pensar, antes de tudo, na visualização de sua página ou sistema em dispositivos móveis. Com telas menores e mais estreitas, celulares precisam de uma hierarquia de informações bem desenhada e não abrem espaço para informações ou elementos desnecessários. Começar a partir do celular em seu design evita que você mantenha um excesso de informações e itens que poderiam ser claramente excluídos de sua página, e garante boa visualização em toda e qualquer plataforma.

Poucas e boas imagens

Fotos e imagens prendem mais a atenção do leitor web atual do que textos. Dito isso, escolha bem suas imagens em termos de significado e afinidade com seu produto – sempre em boa resolução e destaque, mas apenas uma. As imagens também devem ser escolhidas em tons que ajudem a visualização e leitura de textos e chamadas que você incluirá em seu site. Evite fotos confusas e sem tema central definido. O foco deve sempre estar ao centro, uma vez que ela será exibida em diferentes dispositivos, e ninguém aprecia ver os motivos das fotos “cortados”.

Call to action

Tudo o que você expõe em seu website ou e-mail precisa convergir para um ponto focal – o chamado “call to action”. Em primeiro lugar, seja ele um botão ou texto introdutório para um formulário, é preciso que haja destaque. Bom contraste, tamanho visível e destaque em relação ao restante do texto e conteúdo. Na dúvida, realize alguns testes A/B para apurar qual a melhor e mais eficiente forma de acionar o comportamento do usuário.

Inspiração e estudo

Um bom design, finalmente, exige estudo. Observe sua concorrência, sites e peças que claramente geram bons resultados, tendências em design e web design e, sobretudo, fale sempre com o usuário. É impossível criar um design bonito e eficiente simplesmente se pautando nas suas concepções. A criação de uma webpage eficiente exige estudos a respeito da marca e do produto a ser veiculado, dos principais concorrentes, do comportamento do público médio que se quer atingir e também dos traços e tendências em voga no design. Crie roteiros, rascunhos, protótipos e experiências antes de botar qualquer coisa no ar – ou pode ser sua primeira e última vez.



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