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Crowdfunding – agora é sério!

As ferramentas de crowdfunding e arrecadação de capital para projetos na internet não são uma novidade, mas até bem pouco tempo atrás elas não tinham um funcionamento tão eficiente e, em geral, levantavam muito mais recursos para o segmento cultural do que para projetos inovadores ou na área de tecnologia. O perfil de ícones do segmento, como os americanos Kickstarter e IndieGoGo mudou completamente: hoje é até relativamente “fácil” encontrar projetos na área de hardware, tecnologia embarcada, gadgets ou até mesmo softwares cujas “doações” de usuários superam a casa dos milhões.

Muitas startups que hoje estão alçando a crista da onda iniciaram suas atividades a partir de projetos postados em sites como esses – os segmentos de tecnologias “vestíveis”, impressão 3D e sensores possuem inúmeros exemplos que recorreram a essa ferramenta como modo eficaz de substituir suas primeiras rodadas de investimento e seed. A pergunta que não quer calar é apenas uma: funciona no Brasil?

Experiências bem-sucedidas

Devagar e sempre estamos seguindo a lógica dos sites americanos, e algumas plataformas de crowdfunding que se destacaram no cenário brasileiro começam a promover com melhores resultados projetos ligados à tecnologia, inovação e desenvolvimento de produtos. Dentre os vários websites que realizam esse tipo de serviço, hoje temos o Kickante como principal ícone entre startups, mas outros sistemas, como o desenvolvido pelo Benfeitoria e o já consagrado Catarse também começam a promover alguns projetos tecnológicos e inovadores com sucesso.

O fato é que, guardadas as devidas proporções, estamos trilhando o mesmo caminho seguido pelo Kickstarter, embora em termos absolutos o volume de recursos movimentados, que no caso dos americanos já ultrapassa a casa dos bilhões, ainda é relativamente pequeno. Só o tempo poderá determinar até que ponto as startups brasileiras irão aderir a esse tipo de ferramenta.

Mais objetivo que concursos

Os concursos de startups continuam a preencher a agenda entre os eventos de tecnologia em nosso país. Bom para algumas startups, que conseguem a notoriedade que necessitam, mas não tão bom para algumas outras. Os concursos não oferecem, em geral, premiações capazes de alavancar, por si só, o desenvolvimento de produtos e plataformas por parte das empresas ganhadoras. Grandes ideias acabam nunca saindo do papel, ou assumem versões pobres de si mesmas, fracassando miseravelmente no disputado mercado online.

Preocupados demais em vencer concursos, preparar apresentações e correr atrás de investidores, empreendedores deixam de lado sua principal função – a de desenvolver o produto proposto. No crowdfunding, ao menos nos moldes criados pelo Kickstarter e seguidos por boa parte das demais plataformas, o empreendedor acaba se comprometendo a entregar seu produto, cumprir metas e um cronograma. Ou seja, além de levantar recursos maiores para investir em sua ideia, ele ainda segue prazos e é pressionado por seus “patrocinadores”, muitos deles early-adopters e até mesmo usuários finais do produto ou serviço anunciado.

Desenvolvimento programado

Ao contrário de muitas startups que “vão ao mercado” expor apresentações e ideias que não possuem qualquer cronograma, no crowdfunding a própria credibilidade do produto ou serviço expostos depende de um bom cronograma de desenvolvimento, testes e inclusive entrega dos itens envolvidos. Os “sponsors” do projeto viram clientes e investidores que, de certo, modo passam a pressionar e acompanhar o projeto, cobrando sua evolução e principalmente a entrega do produto ou serviço prometido.

Com uma espécie de “adiantamento” para conduzir sua empreitada, a startup não possui desculpas e pode seguir o curso de seu planejamento conforme foi exposto no memorial do projeto. É claro que algumas delas cometem atrasos e até mesmo chegam a desenvolver produtos e soluções que terminam ficando aquém do que foi inicialmente prometido, mas a grande maioria dos projetos que consegue fundos realmente é levado a cabo e muitos deles seguem adianta, alçando rodadas maiores de investimento, já com perspectivas de geração de receita e produtos propriamente formulados e testados pelo mercado e consumidores.



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