Catarse – atingindo a maturidade e esboçando os próximos passos

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Todo mundo lembra do Catarse – o site virou referência em crowdfunding, enquanto que muitos outros sites do gênero acabaram não decolando. Porém, todo negócio é constituído de estágios e o Catarse já passou pelo processo inicial de estabelecimento. Quase dois anos após sua criação, o projeto se consolida e agora os idealizadores trabalham nos próximos passos.

A Startupeando falou com Rodrigo Maia, um dos sócios do Catarse, para saber mais sobre os novos planos do site e também sobre como tem sido a evolução e estruturação dos negócios por ali. “O Catarse só agora está atingindo um ponto de maior estabilidade, onde conseguimos cobrir a maioria dos nossos custos apenas com a nossa atividade core, que são os projetos”, começa Rodrigo, sobre a evolução do projeto até o momento.




Duas frentes

O empresário explica que com a proposta inicial do site cumprida, o Catarse agora irá se expandir com olhos em duas distintas esferas: desenvolver a comunidade de realizadores e expandir o uso e disseminação da ferramenta open source da empresa.

Para quem ainda não sabe, o Catarse acabou se tornando uma nova e importante ferramenta de captação de recursos para projetos de cunho cultural, social e ambiental, juntamente com algumas outras plataformas semelhantes. Quando Maia se refere à “comunidade de realizadores”, fala exatamente do público usuário do site, que posta seus projetos e ideias, visando concretizar planos e conseguir fundos para realização dos mesmos. Em quase dois anos de vida, o Catarse já auxiliou a concretização de 299 projetos, levantando recursos da ordem de R$ 3,8 milhões.



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Comunidade de realizadores

“Estamos desenvolvendo uma série de features e ferramentas para o site para melhorar a vida dos realizadores e capilarizar ainda mais a rede de pessoas que utilizam o Catarse para financiarem/apoiarem projetos”, promete Rodrigo, explicando que a empresa também está redobrando esforços para compartilhar o conhecimento e experiência adquiridos nesses dois anos. “Estamos iniciando alguns cursos experimentais mais espaçados (como o CEMEC em SP e o que vai acontecer dia 14 de setembro, aqui no Rio, no Centro Cultural Justiça Federal), pois estamos preparando o terreno para investir pesado em cursos com propostas diferentes, dentro desse espírito mais solto que valorizamos”, comenta.

Catarse ainda deve, explica Maia, ampliar o espaço para a entrada de projetos no site sob “selos”, ampliando a proximidade com seu público e ao mesmo tempo abrindo espaço para novos projetos de promotores e realizadores já conceituados.

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Open Source

“Estamos começando a investir mais pesado em desenvolver este outro aspecto do Catarse, que é extremamente importante. Hoje uma série de plataformas são baseadas no código do Catarse (aqui no Brasil: Nos.vc, Impulso e na gringa: PeopleFund.it , Medstartr, Neighbor.ly) “, diz ele. O sistema do Catarse no GitHub (Engage.is)tem demonstrado maior procura e interação por parte de desenvolvedores que trabalham com negócios e softwares para engajamento civil e social. “A Engage não se resume apenas ao desenvolvimento do Catarse, agem como sócios estratégicos e netweavers de toda essa vibe de colaboração”, detalha Maia.

“Enfim, em síntese, diria que estamos parando para respirar depois dessa ladeira/decolagem que foi o começo, e reestruturando a empresa para melhor”, afirma Maia. “Nosso movimento sempre tende a caminhar para a descentralização gradativa, onde aos poucos iremos soltando alguns dos pontos da plataforma e entregando alguns controles e decisões para a comunidade. É um processo que deve ser feito com calma, porque exige uma carga de aprendizado alta. Mas já aprendemos bastante com este um ano e meio de atuação e por isso em breve vamos iniciar um primeiro passo na direção de um Catarse mais open e mais participativo”.

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