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CargoBR – breve história de um longo “pivot”

Muito se fala em “pivots” no segmento de startups, mas a grande verdade é que a maioria deles ocorre ainda em fase pré-operacional, sem que a empresa esteja propriamente operando e o modelo já tenha obtido alguma visibilidade. Porém, em alguns casos, a mudança de rumo vem depois de um bom chão percorrido – inclusive pelos empreendedores. Um bom tempo atrás, a Startupeando conversou com os colegas da Fretejet, uma startup surgida na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para resolver o problema de capacidade ociosa no transporte rodoviário (veja a matéria anterior).

Pois bem, tornamos a falar com um dos fundadores dessa empresa do segmento logístico, Rodrigo Palos, só que agora o empresário fala em nome da CargoBR. E a Fretejet? Pois é, após um rápido e radical “pivot” no modelo de negócios, além de uma mudança para a capital do estado, Rodrigo e seus três colegas – Felipe Itoyama, Ricardo Iguchi e Thiago Paim – mudaram de tudo um pouco, a começar pelo nome da empresa para CargoBR. Os motivos foram vários e, após conversa com Rodrigo, fazem bastante sentido.

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Simplificação necessária

Rodrigo explica que, com a oportunidade conseguida com o ingresso no programa da Aceleratech, uma mudança completa na estratégia da startup teve início. “Precisávamos simplificar a plataforma. Com os operadores que ofertavam fretes postando suas capacidades ociosas, era preciso manter a base sempre atualizada e muitos dados e formulários precisavam ser constantemente revistos. Muitas vezes era preciso confirmar, o que complicava o processo”.

Sob o modelo da CargoBR, houve de certo modo uma inversão da entrada de dados: agora o cliente posta sua necessidade de carga, preenchendo de cara um formulário similar ao dos Correios (origem, destino, valor e peso da carga, dimensões, etc). Com isso, transportadoras cadastradas no sistema podem efetuar lances e ofertas a esse cliente, que recebe diversas cotações e seleciona a que melhor lhe atenda. Ou seja, a CargoBR manteve o intuito da Fretejet, de aproveitar a capacidade de carga ociosa entre transportadoras do país, mas também modificou seu modelo de forma a torna-lo simples e rápido para o cliente final, além de uma alternativa viável de mercado para as transportadoras.

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Nome difícil e mobile em segundo plano

Mais uma coisa complicava a vida no caso da Fretejet – muitas empresas com nomenclatura parecida e dificuldade, até pelo número de similares, em gravar a marca. “Tem um monte de empresas no segmento logístico que são ‘frete-alguma coisa’, por isso facilitamos com o CargoBR“, comenta o empresário. A empresa já possuía alguma tração na sua região de origem, especialmente no mercado de Franca (a empresa possui, inclusive, outros acionistas no interior), mas havia muita dificuldade em expandir o mercado para a capital e outras regiões metropolitanas, então a estratégia precisava ser reformulada.

Em relação à “menina dos olhos” de quase toda a startup, a CargoBR não deve no momento concentrar seus esforços em versões e sistemas mobile. “Nosso público não é grande utilizador desse tipo de plataforma”, comenta Rodrigo, lembrando que em grande parte dos casos, a CargoBR lida com um público empresarial, que atua em horário comercial e utiliza os recursos da própria empresa (computadores, telefone, etc).

“O que precisamos agora é de uma equipe de vendas, para ficar o tempo todo na rua, indo de transportadora a transportadora”.

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