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Brasileiros + Estrangeiros – chave do sucesso para startups?

Caminhando durante semana pela Avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo, percebemos duas coisas: não existe hora para o trânsito paulistano e que os estrangeiros vieram para ficar. De nacionalidades das mais diversas, os estrangeiros são notadamente vistos na região dos Jardins, Bela Vista, Consolação e outros bairros, em cafés, restaurantes, shoppings e mesmo nas ruas. Ao emparelhar com os visitantes, qual não é nossa surpresa quando muitas vezes ouvimos não o inglês, ou o espanhol, ou outra língua qualquer, mas sim o português.

O dinamarquês Rolf Andersen é um desses muitos casos. Ex-executivo da gigante logística Maersk, sua relação cultural com o Brasil vem de longa data – o executivo atuou pela Maersk em solo brasileiro de 2003 a 2007, e agora vive do modo definitivo no país, liderando a divisão de Capital & Consulting da Exact Invest. A Exact já realizava, desde 2008, fortes investimentos no Brasil na área imobiliária, com foco no estado do Ceará, e agora chegou em São Paulo e deve diversificar seus investimentos, atuando junto a startups e empresas de tecnologia.

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O empreendedor viável

Rolf explica que o fundo na verdade representa uma série de investidores dinamarqueses e que ao longo dos últimos meses e anos, ele mesmo vem realizando intensas pesquisas em relação ao cenário brasileiro de startups e empresas inovadoras e que agora o grupo deve chegar ao modelo ideal de atuação, além de anunciar seus primeiros aportes e parcerias. “Devemos focar em empresas com algum faturamento, já razoavelmente estabelecidas e com negócios rodando”, explica ele. O empresário comenta também que, ainda que o tipo de investimento a ser realizado pela Exact Invest não possa ser considerado “anjo”, irá propor uma atuação muito próxima dos empreendedores.

“De um modo geral, acho que as empresas (startups) brasileiras precisam mais de know-how do que de capital apenas. O crescimento do empreendedorismo no Brasil ainda é uma coisa recente”, opina Andersen.

Rolf diz que a Exact Invest já vem mantendo conversações com algumas startups, aceleradoras e players no segmento – alguns dos primeiros investimentos devem ser anunciados agora, a partir de abril, e também ficará mais claro o modo e a estratégia de atuação do fundo no país. “Queremos investir no empreendedor, acompanha-lo e prover alternativas de crescimento para seu negócio por meio de nossa rede de contatos”.

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Equipes híbridas – por que não?

Rolf também admitiu que o empreendedor médio brasileiro ainda possui alguns problemas de formação. A atuação da Exact Invest, segundo ele, propõe exatamente cobrir alguns pontos fracos constatados em startups e empresas inovadoras, para acelerar o rendimento desses profissionais. Contudo, ainda há certa carência técnica e pobreza de formação média, em relação a empreendedores europeus ou americanos. Andersen não se preocupa e diz que a cultura do novo empreendedorismo ainda precisa de mais tempo no país e que certamente irá produzir fundadores e gestores mais capacitados e bem formados nos próximos anos – além disso, muitos brasileiros que fundam ou fundaram startups tiveram formação no exterior.

Mas, enquanto o bonde não vira trem-bala no Brasil, perguntamos a Rolf se equipes “híbridas”, formadas por empreendedores brasileiros e estrangeiros não poderiam aproveitar aquilo que há de melhor no empreendedor brasileiro, além de sua vivência e conhecimento da cultura local, e também a formação e preparo técnico ainda mais apurados de alguns estrangeiros. “Você tem razão – equipes multinacionais podem sem dúvida superar tanto barreiras técnica quanto culturais e é pena que tal configuração de fundadores ainda seja rara. Vemos empresas formadas por vários brasileiros e outras por diversos estrangeiros, mas a mistura ainda é difícil de se ver… mas existe”.

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