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Bebê Store – R$ 30 milhões que fazem sentido

No dia a dia do mercado de startups nos deparamos, não tão raramente, com investimentos, aportes e até aquisições realmente difíceis de entender e processar. Por mais que muitas delas acabem fazendo algum sentido após uma série de análises e explicações, poucas trazem unanimidade logo de cara. Uma dessas notáveis exceções parece ser a brasileira Bebê Store – a empresa, que opera cinco lojas distintas, recebeu um novo aporte da ordem de R$ 30 milhões do fundo internacional Atômico. Desde a primeira rodada relevante de investimentos, em 2011, a empresa teria multiplicado por 10 seu faturamento mensal.

A segmentação, porém sem abandonar a temática central, parece ter sido a grande receita do sucesso dessa companhia. Cinco marcas e plataformas distintas hoje integram os negócios: Bebê Store, com produtos para bebês, Kids Store, com uma linha completa para crianças de 4 a 12 anos, Toy Store, de brinquedos, Mommy Store, que atende as mães e gestantes e o Clube da Fralda, o primeiro e único site de assinatura de fraldas no Brasil. Mas como nem tudo são flores no segmento de empreendedorismo digital, a Startupeando fez algumas perguntas à Bebê Store, respondidas pelo fundador e CEO Leonardo Simão. Segundo ele, com as cinco lojas, “o objetivo de separar a navegação foi dar uma melhor experiência de compra para as mães, ao comprar produtos para ela ou para seu bebê. Além de facilitar a navegação, cada loja é apropriada para o tipo de produto ao que se destina”.

A empresa ainda pode ser caracterizada como uma startup, mas seu foco parece estar, ao contrário de muitas empresas irmãs, em gerar receita e lucros. “No ano passado inauguramos um novo centro de distribuição em Tamboré, com uma área de armazenagem de cerca de 8 mil m2, o que permitiu mais do que triplicar nosso processamento de pedidos, passando de 30 mil para 100 mil encomendas por mês. Além disso, lançamos nossa quinta loja, o Clube da Fralda, ampliamos nossa equipe e nos estruturamos para que neste ano de 2014 alcancemos o equilíbrio financeiro. Este novo aporte do Atomico será essencial para darmos sequência ao nosso acelerado ritmo de crescimento”, ressalta Leonardo Simão.

Assinaturas com retenção limitada

A ideia do Clube da Fralda é sensacional, não há como não admitir. Todos nós já tivemos dezenas de amigos que, quando têm seus filhos, pedem ajuda para amigos, parentes e conhecidos para não apenas custear a compra de fraldas, mas também para que a logística da coisa fique mais fácil – são pacotes intermináveis dos mais variados tipos e tamanhos, por cerca de dois anos.

Entretanto, ainda que a aderência seja ótima e o mercado certamente comporte uma solução como essa, há de se pensar que, em contraposição a modelos de assinatura como o do Dollar Shave Club, nos Estados Unidos, que trabalha com lâminas e barbeadores, os clientes do Clube da Fralda têm data para cancelar o serviço. Entretanto, o grande mercado inexplorado no segmento afasta as preocupações da startup, que vê o clube mais como uma porta de entrada para retenção de clientes no restante da plataforma.

“No Brasil nascem mais de 6 milhões de bebês por ano, e o Clube da Fralda é uma porta de entrada para o cliente conhecer e se apaixonar pelos serviços da Bebê Store“, explica Leonardo.