LEIA MAIS
Por que paramos de falar em startups?

Quem lia nosso blog deve ter reparado (ou não lia): não escrevemos nada faz pelo menos 6 meses. Claro, mantivemos algumas postagens em redes sociais, mas o fato é que […]

Odeie a Bel Pesce – agora é ‘hype’

Até uma semana e pouco atrás, todos os exultantes e fascinados “empreendedores” por profissão no mercado online e nas redes sociais adoravam e idolatravam a Menina do Vale. Não importa […]

Devo criar minha empresa no Brasil ou no exterior?

Muitos empreendedores jovens, alguns ainda vivendo com os pais, têm feito repetidamente a si mesmos e a colegas, amigos e conselheiros essa mesma pergunta: “devo abrir minha empresa aqui ou […]

A perigosa ilusão dos eventos de startups

Os eventos e encontros são parte importante do ecossistema empreendedor e parte essencial do ciclo de vida de muitas startups, porém estamos, talvez, dando excessiva importância a premiações e concursos e tênue relevância ao que realmente importa na vida de qualquer empresa: seus clientes.

Falando assim, parece que estamos chovendo no molhado – todas as startups dizem considerar o usuário seu maior ativo, mas se analisarmos a “página 2”, vemos imediatamente que isso não é uma verdade. Alguns tipos de pseudo-empreendedores, e também de pseudo-mentores ou pseudo-investidores, são figuras frequentes nesses eventos e transformam os tais concursos em palcos onde a ilusão de grandeza e as esperanças de dinheiro fácil proliferam com vigor.

Besteira?

Ok, vamos começar do começo. Quem nunca viu uma matéria em jornal, uma boa apresentação marqueteira em um evento de startups ou uma chamativa landing page anunciando “em breve”, mas nunca viu nada sendo realizado na prática, lá no final do túnel? Os eventos de startups ainda possuem um grande número de empreendimentos e conceitos empresariais legítimos, sem dúvida, de empreendedores sérios e dedicados, mas trazem um número cada vez maior de personagens que não agregam absolutamente nada de útil ao ecossistema, mas sim contribuem para alastrar a cortina de fumaça do dinheiro fácil e do “one-day success”:

Startup de hoje – palestrante de amanhã

Eu adoraria fazê-lo, mas não irei citar nomes. A verdade em geral soa como inveja ou despeito para o brasileiro médio, porém empreendedores mais experimentados saberão de imediato sobre o que e de quem estou falando. Os eventos de startups da atualidade criaram um terreno fértil para novos líderes do segmento de autoajuda. Não se trata de uma crítica – e sim de uma “dissecação” da realidade. Com projetos elaborados e chamativos no papel, alguns supostos “startupeiros” sobem ao palco com o único intuito de promover seu verdadeiro negócio: o de palestrante motivacional.

Os Estados Unidos tiveram sua vez durante as décadas de 1980 e 1990. A supervalorização do conteúdo motivacional piegas parece ter chegado a seu ápice no Brasil dos dias de hoje, e eventos para empreendedores são um verdadeiro celeiro de novos nomes, que entram como formigas em um mercado cada vez maior de pessoas que não buscam formação ou instrução, mas sim receitas prontas de sucesso.

Vendendo o que têm e o que não têm, esses novos “popstars” do segmento criam empreendedores megalomaníacos, com ilusões de grandeza não raramente pautadas em falsas pressuposições e nas ditas “métricas da vaidade”. Curiosamente, quando nos voltamos aos “potenciais” projetos inicialmente sugeridos por esses ídolos do empreendedorismo, fatalmente nos deparamos com fan pages abandonadas, landing pages com bugs de programação ou plataformas que, na verdade, somente cadastram clientes para receber mais conteúdo do tipo “aprenda a vender”.

Corretores de ideias

A nomenclatura parece absurda, mas vamos nos lembrar a função de um corretor: negociar ativos de terceiros com o objetivo de auferir comissões, no caso de venda ou sucesso na negociação. A figura do “empreendedor serial” foi ultimamente deturpada. Alguns nomes que se repetem aqui e ali com ideias mirabolantes, muitas vezes de outrem, participam de eventos, um atrás do outro, em busca de premiações e investimentos de anjos e fundos, para que posteriormente possam enfiar seu quinhão no bolso e partir rumo à próxima empreitada. Acha que não existe esse personagem por aí? Então comece a prestar um pouco mais de atenção.

screen_shot_2015-02-24_at_9.21.04_am

Vovô surfista

Da mesma forma que um idoso de 75 anos com prancha de surf, cabelo parafinado e camiseta e bermuda da OnBongo, esse tipo frequenta hoje eventos de startups em busca de novos clientes (ou vítimas, dependendo do caso). São consultores, advogados, contadores e profissionais que em seu cotidiano continuam a perfazer as mesmas rotinas burocráticas, antiquadas e ineficientes de sempre, mas sabiamente arranjaram uma nova “roupagem” para seus negócios, com vocabulário renovado e uma prosa atraente para o incauto empreendedor iniciante.

Com métodos tradicionalistas e estanques, esse tipo de personagem leva fatalmente empreendedores com ideias modernas e inovadoras a uma rotina de escritório, fax, PABX e cartões de ponto, enchendo seus bolsos e esvaziando a barra de energia da economia criativa.

Especialistas… em eventos de startups

Não faço distinções, honestamente falando, em conhecimento adquirido por experiência ou por formação – ambos têm sua utilidade, embora alguns ratos de universidade preguem o contrário. Contudo, ainda não inventaram o conhecimento por DNA ou por autossugestão. Eventos de startups hoje em dia encontram-se inundados de especialistas de todas as disciplinas e naturezas. Muitos deles criam nomes difíceis para suas supostas especialidades, na esperança de que verdadeiros especialistas não tenham espaço para gerar questionamento. Outros receberam qualidades empreendedoras ou de gestão de seus pais, tios, avós ou algo que o valha.

Outro dia me deparei com um especialista em “empreendedorismo, inovação, startups e marketing e todos os seus desdobramentos e combinações”… estou com um problema em meu chuveiro e pensei em chamá-lo qualquer dia desses – vai que ele é especialista em instalações elétricas também. A titulação autoatribuída é tão absurda que chega a deturpar o próprio sentido da palavra especialista – o cara simplesmente sabe tudo… então como pode ser especializado em algo?

Personagens como esses têm tornado o circuito de startups algo repetitivo e maçante – palestras e discursos são exatamente iguais, mesmo quando proferidos por pessoas diferentes, apresentações e modelos de negócio apresentados se parecem cada vez mais com slides de Powerpoint de empresas de consultoria de segunda categoria e empreendedores se pautam cada vez mais em valores de cartilhas motivacionais do que em estratégias de gestão e crescimento.

A cultura startup não irá morrer, mas certamente serei uma figura cada vez mais rara em eventos de startups – e não me vejo perdendo muita coisa.



38 Comentários

  1. Ledu says:

    O Romulo falou sobre investidor anjo, tb já recebi algumas propostas indecentes…

    Pior é o cara que te promete mundos e fundos… vc passa uma semana montando um material pra ele com projecoes, valuation, etc, etc…. E o cara nem te retorna.

    Eventos com lideres que nunca fizeram nada (alguns escrevem ate livro), blogueiro guru (youtube stars), a midia que publica qq groselha sem checar…. Realmente nao é nada fácil.

  2. Pedro Igor Xavier says:

    EU JA FUI MUITO ENGANADO POR ESSES EVENTOS.
    Tem uns professores universitarios que ganham dinheiro só fazendo esses eventos pra depois vender livro, palestra e curso.

    Fora aceleratech as outras aceleradoras só tem eventos ruins
    Co working cheio de eventos ruins

    Grupos de “empresarios” jovens que nada sabem de startups e vão aos eventos só pra comer e beber.

    Fora os eventos que são vazios sem gente.

    Os concursos de startups são pura pilantragem pra fazer banco de dados, ninguem consegue investimento e NEM PREMIO tem, alguns eventos nem mesmo patrocinador tem. Como falar de um evento como – STARTUPS DO BRASIL ou ACELERA eles não tem nem patrocinio de empresas são feitos só pra promover as pessoas que ali estao pra vender porcarias depois ou pra sair em jornal, revista e tv.

    PAREI DE IR NESSES EVENTOS e tudo foi bem para minha empresa.

  3. Carlos, parabéns pelo texto! De fato precisamos sim de mais jornalistas que expressem suas opiniões e falam o que muitos as vezes não tem coragem de falar.

    Os elogios não afirmam que concordo com tudo descrito (principalmente nos comentários mais radicais e aos ataques pessoas), mas aqui vão meus 2 cents:

    – Excesso de Eventos
    Toda opinião parte de um ponto de vista. No seu caso, são opiniões baseadas em uma experiência de alguns anos conhecendo pessoas, frequentando eventos diversos e conhecendo mais sobre startups. Agora pense do ponto de vista de um recém descoberto empreendedor, que está com uma ideia, um mvp ou até mesmo uma landing page. Esse cara provavelmente está desesperando para conhecer pessoas que possam ajudados a evoluir, porque até então o melhor “mentor” dele se chama “google”. Ou seja, o ecossistema de startups vive de ciclos e sempre haverá gente para consumir conteúdo básico.

    Como conteúdo básico ainda é necessário, e provavelmente as melhores pessoas que poderiam falar ou mentorar sobre esse assunto já estão no degrau 3 ou 4 (pois estão fazendo seus negócios virar), as únicas pessoas que estão disponíveis para ajuda, são aquelas que estão no degrau 1 ou 2 (não em todos os casos é claro). Então, pensando no organizador desses eventos (os tem de fato o objetivo de ajudar a comunidade local ou empreendedores), não muita saída ou contatos suficientes para trazer as pessoas com melhor perfil. E lembrando que o Brasil é um país enorme, com diversas comunidades de startups fazendo um excelente trabalho e o que muitos fazem as vezes, é achar que o Brasil se resume a SP e RJ, o que está errado.

    Então na minha opinião, temos sim que fazer melhores eventos, mais para isso precisamos de melhores empreendedores, focados em criar melhores startups, para inspirar novos empreendedores a continuar esse ciclo.

    – Qualidade de Eventos
    Quantos aos eventos mais do mesmo, cabe aos mais experientes e que enxergam esses gargalos a propor e de fato fazer algo para melhorar, e não simplesmente dizer que está errado e que no Brasil é assim e sempre será. Fizemos isso, criando o CASE 2014 para elevar a barra dos conteúdos e fortalecer ainda mais o networking de qualidade e conseguimos. Faltava algo para colocar na cabeça dos empreendedores que o dinheiro mais barato vem do cliente e não do investidor, e por isso criamos o Pitch.Corporate! Ou seja, entre faladores e fazedores, eu fico com quem entrega!

    É claro que sempre terá eventos com fins lucrativos (como em qualquer segmento, isso não é pecado), mas temos sempre que fazer a voz dos empreendedores prevalecer, para que ele seja o termômetro da qualidade desses eventos. Se foi ruim, não vai mais. Se foi bom, leva um amigo no próximo. Simples, é igual voto.

    – Palestrantes Motivacionais
    Esse talvez tenha sido o ponto mais delicado do seu post, que acabou se misturando com os pontos que comentei acima. De fato existe esses personagens que você situou e muitos a gente as vezes nem conhece. Acho que não podemos generalizar, pois alguns nomes que de fato ganham a vida com palestras, tem sim uma história empreendedora para compartilhas e uma mensagem encorajadora para aqueles wantrepreneurs.

    Porém, o cuidado maior deve ser para os “professores de surf que nunca surfaram”, pois esses sim podem prejudicar imensamente o ecossistema. Você faria uma cirurgia com um médico que nunca operou antes? Mas será que contando mais ou menos como operar, você vai aprender? Escrevi um post há uns 2 anos falando sobre essas figuras: https://medium.com/@guijunqueira/professores-de-surf-que-nunca-surfaram-43abd85ab58b

    Novamente, é a voz do empreendedor que deve excluir esses surfistas da praia, pois só quem já subiu na prancha sabe como é difícil se manter em pé lá.

  4. Geraldo Santos says:

    olá
    Acabei de chegar na minha casa num domingo à noite e lendo este texto fiquei frustrado pois assim como eu outras dezenas de pessoas no Brasil todo deixaram de ficar com suas famílias, passear, curtir o fim semana para dedicar tempo e transmitir conhecimento sem nenhuma remuneração.
    Estou falando de mentoria e jurados de eventos como o StartupWeekend de hoje onde dezenas de jovens aprendem a tirar uma ideia do papel e transformar em um modelo de negócios.
    Em um país onde 80% das empresas quebram em menos de 5 anos, eventos ajudam a transmitir conhecimento, trocar experiências, e principalmente secrelacionar com outras pessoas e fazer negócios.
    Talvez você que escreveu isso nunca tenha ido em um evento de qualidade mas te garanto que eles existem no Brasil e muitos não deixam nada a desejar para os internacionais e posso falar com propriedade pois já participei de vários no Vale do Silício onde eles acontecem diariamente e promovem networking incomparável para gerar negócios.
    Generalizar é fácil, criticar outros mais ainda mas o que este veículo faz para contribuir com o ecossistema?
    Ta na hora de começar a olhar para o próprio umbigo antes de atirar merda no ventilador para chamar a atenção.
    Estou cansado de ver brasileiros que criticam mas não trazem soluções muito menos usam o que tem para ajudar startups a crescer.
    De caranguejos já estamos cheios precisamos agora de águias que ajudem a voar e não enterrar mais e atrasar mais ainda a evolução do ecossistema.
    Quanto ao tópico palestras motivacionais se você assim como milhares de pessoas não precisam saiba que a baixa estima de milhares de crianças no Brasil que moram em periferia impedem que elas se tornem pessoas e profissionais bem sucedidos, elas não têm nem o que comer algo que você assim como eu não fazemos ideia do que é passar.
    Um brasileiro bem sucedido no Vale criou uma ong em SP só para dar motivação a crianças no bairro de Campo Limpo para que elas possam acreditar que conseguem sair da marginalidade.
    Então se palestra motivacional ajuda pessoas que não precisam disso que aproveitem bem,
    Gastamos muito tempo discutindo o que não levar a nada no lugar de influenciar e discutir para crescer as pessoas, as empresas e o País
    Obrigado!

    • Carlos Matos says:

      Prezado, Geraldo, já participei de eventos também, como ouvinte, palestrante, jurado ou simplesmente pagante, não apenas no segmento de empreendedorismo e startups. Não generalizei – fui muito claro em relação aos objetivos do texto e começo dizendo que os eventos são parte importante do ecossistema. Critico o conteúdo de muitos deles, não sua existência simplesmente.

      Este “veículo” é um blog de opinião – não cobro cachê, não vendo cartilha de sucesso e não ensino aos outros algo que não sei. Seus eventos e palestras têm qualidade? Meus parabéns, o tempo o favorecerá e criará para seu conteúdo ainda mais destaque em meio à qualidade duvidosa de muito do que temos por aí.

      Levar o tema para o “tirar crianças da marginalidade” não resolve a questão – é piegas e apelativo. A população carente merece conteúdo de igual qualidade, não “cases” de sucesso que não se enquadram em suas realidades e contextos sociais e, como jornalista, devo dizer: não pressuponha que pelo fato de você não saber o que é pobreza os demais leitores aqui não o saibam. Você simplesmente não conhece a minha história de vida ou a de qualquer outro por aqui.

      Obrigado e excelente semana.

  5. Fábio says:

    Excelente texto. Só acho que devemos separar as coisas.
    Tem muito palestrante motivacional, que é apenas isso, palestrante. E ponto final.
    Os que participam desses eventos são todos iniciantes, tanto os palestrantes, quanto os startupeiros quanto os mentores. TODOS. Além disso, muitos mentores (a grande maioria) dão conselhos baseados em suas leituras. No papel tudo é bonito e o caso sempre é ótimo.

    Os verdadeiros empreendedores (a caminho de serem empresários), já não frequentam esses tipos de eventos, que são totalmente orientados para iniciantes. Estão preocupados com clientes e produtos e não em sair em mídias como a “startup da semana”, porque sinceramente, não duram mais que isso. E só ficam no “Deixe seu email que informaremos do lançamento”.

    Como alguém disse nos comentários:
    – Menos eventos
    – Menos landing pages, startup weekends, coaching, etc
    – Mais ação
    – E sobretudo, ideias inovadoras, produtos, soluções para os problemas do dia-a-dia.

    Fàbio

  6. Carla says:

    Ler seu texto foi como ver materializado tudo que eu pensava sobre este cenário. Parabéns! Que seu texto abra os olhos de muitas pessoas.

  7. Luiz Ferreira says:

    Li em um outro post qualquer sobre o assunto a seguinte frase e achei muito boa e acredito ser apropriada:
    “Na corrida do ouro, ganha dinheiro quem vende pá e picareta.”

  8. renato santanna says:

    Tenho até nomes para dar: tem uns caras que estão banalizando o empreendedorismo: Bruno Peri, Talita Lombardi, Joao Kepler e outros nomezinhos que dá dó das pessoas que seguem eles…

    • Você já assistiu alguma palestra minha? Você sabe qual o meu trabalho junto às startups? Você COM CERTEZA não faz ideia do meu trabalho.

      • Renato Santanna says:

        Para mim, quem deve ganhar dinheiro com isso, deve ter pelo menos um histórico como empreendedor. Ser empreendedor para mim é ter empresa com funcionário, ter faturamento…

        Mentoria, palestra para mim devem ser dadas por pessoas com “repertório” empreendedor. “especialista em startups”, mentora, palestrante, escritora (qual livro?)…blá blá blá….sem novidade aqui.

        • Percebe-se que você realmente não sabe nada sobre mim, além de copiar e colar alguma coisa de algum perfil meu! Fica bem.

          • Antônio Sajesi says:

            Talita
            Eu assisti uma palestra sua faz pouco tempo em São Paulo e realmente é bem fraca em conteúdo.
            Não acho que vc está enganando alguém nem nada disso que nosso amigo acima falou e acho justo que vc ganhe por suas palestras.

            Mas para empreendedores realmente sua palestra é muito fraca em conceitos e experiências.
            Tema de vendas que vc aborda é muito muito importante pois as startups são péssimas em vendas e morrem porém seu conteúdo deixa claro que vc não é uma grande vendedora nem no online nem no offline pois são conceitos de cartilha é mediano apenas.
            Mas não fique brava por isso é só um feedback e sei que com mais experiências reais do mercado de trabalho ou como empreendedora vc vai melhorar.

            Eu vi apenas um cara que falou sobre vendas pra startups no acelera Fiesp que realmente é uma pessoa que falou com propriedade sobre vendas e impressionou a todos. Mas não era palestrante era investidor.

            Hj infelizmente poucos tem real conhecimento pra falar em vendas pois são mais faladores que fazedores. Sei que a experiência tornará vc fazedora

      • Pedro Igor Xavier says:

        Talita eu vi palestra tua e achei pessima, talvez você nao saiba pois nao tem nem ficha de avaliacao apos a palestra.
        É muito ruim mesmo! Dá pra notar que você tem pouca experiencia de verdade.
        Mas foi esperta pois tem quem pague pelo seu trabalho.

    • Pedro Igor Xavier says:

      Renato Santanna esses que você citou são ruins pra valer.
      Inlcuiria ai alguns eventos que são pura perda de energia
      Varios Startup Weekends sao mal organizados e tem conteudo pessimo alem de não dar em nada, só uma porcao de garotada querendo fazer aplicativo
      Fora a aceleratech os eventos das outras aceleradoras são fracos demais.
      Campus Party é uma zona mal organizado e só se mantem pelo oba oba.

      Note que nenhum desses eventos gera um paper ou business reais a maior parte é só papo.

      Os grupos de jovens empreendedores parecem um monte de engravatados e herdeiros falando nada com nada cheio de consultores, advogados e pseudo educadores que querem apenas vender franquias de atitude empreendedora, educacao empreendedora, palestras, coach e coisas que nao funcionam em nada para o empreendedor. Vá em uma reuniao de grupo da Fiesp do sindipeças da Associacao comercial e podera comprar que é o MAIS PURO LIXO se 5% são legitimos empreendedores é muita coisa.

      A maior parte faz eventos engodo apenas pra promover o marketing da entidade.

      Sem contar alguns blogs que são pessimos e mau escritos: startup mind – startup stars – hacker point e outras coisas tristes de se ver.

  9. Thomas says:

    Concordo com muito do que disse, mas entendo que existem muitos realmente interessados em ajudar. Tem mesmo é que selecionar o joio do trigo.

  10. Robson says:

    O texto foi oportuno, o cenário é real e os oportunistas sempre vão existir.

    Compreendo sua indignação (que não é só sua).
    Mas tenho de concordar com o Marcelo, estimular o “desuso” desses eventos, que ainda engatinham aqui no Brasil, é um grande passo para trás.

    Se nós, empreendedores e aspirantes, desejamos construir um ecossistema sustentável de startups devemos fazer por onde e, de alguma forma, banir esses estereótipos citados no texto dos eventos. Podemos fazer isso através de pressão aos organizadores ou qualquer outra forma…
    Mas uma coisa é certa, “gente boa” não deve deixar de ir a esses eventos.

    Como disse King “O que me preocupa não é o grito dos maus. Mas o silêncio dos bons”.

    Abraços.

    • Carlos Matos says:

      Sem dúvida há importância nesses eventos – eles apenas não são o foco central do ecossistema, embora estejam sendo tratados desse modo.

  11. Rafael Brito says:

    Perfeito!!!
    Sinceramente, eu acho que quem tem o espirito empreendedor não precisa perder tempo assistindo palestras motivacionais. Palestra motivacional PARA MIM é para pessoas que não tem idéias formadas e precisa de alguem para faze-lo. O problema é que a motivação dura 1 ou 2 dias ate a pessoa perceber q ainda não tem uma boa ideia para empreender.
    Desculpa se meu comentário desagradar alguem, mas é o q eu penso.

  12. Rafa Spoladore says:

    Ótimo.

  13. Parabéns pelo texto! Muito oportuno.

  14. Meu caro,

    Acho que os eventos de startups no Brasil precisam comer tanto arroz com feijão ainda.
    É claro que existem esse bolhas aos montes, mas eu acho que estimular a falta desses eventos é dar um passo pra trás.

    A melhoria precisa ser no conteúdo e o responsável por isso é quem faz a curadoria do evento.

    Veja o exemplo de San Francisco.
    Vc pode dar um pulo lá a qualquer época do ano.
    Se entrar no app do Meet Up ou do Eventbrite, vai ter acesso a centenas de bons eventos.
    E muitos deles grátis.

    É claro que eles tbm estão querendo vender algum produto ou soluçao, mas o conteúdo é tão bom que vc topa comer o jabá.
    Sem contar nas pessoas que participam, enriquecendo muito o seu networking.

    Eu mesmo não vou deixar de ir a esses eventos. Nem aqui no Brasil.

    • Carlos Matos says:

      Fala Marcelo, faz tempo hein?

      Os eventos precisam sem dúvida de melhor curadoria e planejamento. O problema dos eventos de hoje é o custo de oportunidade – já fui em determinados congressos e encontros, em indústrias que não a de tecnologia, sob pena de perder negócios ou clientes “em casa”. Valia o risco.

      Contudo, no caso da grande maioria dos eventos relacionados ao segmento de startups hoje em dia, não vejo vantagem em assumir o risco – ganha-se mais cuidando de seu negócio.

      Mas nem tudo é desgraça – claro que ainda temos eventos e um calendário de qualidade, mas proporcionalmente, temos cada vez mais bijuteria em meio a nossas joias.

  15. Vitorino says:

    Cai como uma luva p/ o cenario do porto digital no Recife. Um grupo seleto de funcionarios publicos, gastando sem dó nem piedade 30 milhoes por ano em dinheiro publico, supostamente capazes de fomentar empresas, eles mesmos todos acima dos 50 anos sem nenhuma historia de sucesso no mercado para contar.

    • Antônio Sajesi says:

      Amigo entendo seu ponto mas o Porto Digital já é um case de sucesso desses caras.
      Entendo que elês não tenham case de empresa mas tem alguns gênios ali no meio dos fundadores do porto digital que fizeram na unha em uma época que ninguém nem falava sobre isso.

      Quem ali vc acha que é enganação?

  16. Fred Iscorsoni says:

    Pensava ser o único a observar essa falta de respeito com o que realmente são palestras motivacionais. Esses oportunistas assistem palestras online , alguns poucos fazem cursos semanais fora do país (nada contra) e se dizem especialistas e entendedores da “arte de empreender”. Eu não sou especialista , nem pretendo, tão pouco eles são e não deveriam se portar como tal. Porém , eles vêem uma brecha na carência brasileira em ser valorizado, pois no nosso sistema não existe meritocracia, aquele que cresceu ou roubou ou é filho de alguém que roubou. Somos pouco acostumados com o sucesso e isso reflete bem nosso cenário sócio econômico , sempre esperamos o outro fazer ou mostrar como fazer, nunca parte de nós.
    É triste , mas há como mudar essa cultura. Ao menos tenho fé que há, rsrs.

    Excelente postagem e site, parabéns!

  17. Luiz Vitor Martinez Cardoso says:

    Parabéns pelo artigo, não podia ter retratado a realidade com mais clareza!

  18. Parabens pelo post, tbm vejo com muita frequência essa situação não só em eventos de startups mas tbm em muitos eventos de desenvolvedores de software.

  19. Luis says:

    Concordo com tudo o que você disse!
    E é difícil encontrar pessoas que administram negócios REAIS nestes eventos… Talvez pq estão ocupados trabalhando ou também identificam e não gostam do ambiente gerado por estas pessoas citadas no seu texto.

  20. Felipe says:

    Muito Bom o texto!!! Encontro muito Esses dito Especialistas, e na teoria tudo é fácil e lindo, mas que na prática é bem diferente!!!

  21. Parabéns pelo artigo. Também faço parte daqueles que pensam como vc e que deixaram de frequentar tais eventos pelos mesmos motivos. Algo que poderia ser falado também é o papel das assessorias de imprensa que, junto com a mídia, criam falsos empreendedores de sucesso e fazem com que eles mesmos acreditem em suas mentiras e storytellings.

  22. Paulo says:

    Apos ler o seu texto consigo afirmar que a telepatia, de fato, deve existir!!! Parabens pelo texto

  23. Johan Ibarra says:

    Texto perfeito… Pergunta pro Steve Jobs, Bill Gates, Zuckerberg, Larry Page e etc, se eles frequentaram esses tipos de eventos… Of course not! (Não desmerecendo o ecosistema) Estavam mais ocupados com a mão na massa.. A receita é simples… Just do it!

  24. Romulo says:

    Gostaria de ter lido nesse texto um parágrafo sobre o investidor anjo … Um dia desses um desses veio até a nossa encubadora fazer uma visita e oferecer 10 mil reais por 40% da minha startup … Desenvolvo uma app mobile para nutrição relacionado ao esportista. Corri com o sujeito da minha startup, outra coisa é o Coaching .. Veio um ex vendedor de loja de shopping oferecer seus serviços de coaching … É esse semana um outro me bateu na porta oferecendo mentoria por R$49,90 … Vai p/ put q t pariu!

  25. Maurício says:

    Infelizmente essa praga chamada palestra motivacional tomou conta do capitalismo e teve nas redes sociais uma plataforma ideal para se espalhar de uma tal forma que dominou tudo. Conteúdo em rede social hoje se resume apenas em difundir as “quotes” imagens bonitas com belas palavras de sucesso, persistência, e pior até utilizam alguns autores famosos que de nada “otimistas” eram de fatos.