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6 lendas sobre o mercado freelancer

Atuar como freelancer não é coisa exclusiva de moleques afim de descolar um troco para a balada. O brasileiro médio ainda vê a categoria com esses olhos e muitas empresas grandes acabam por contratar consultorias e agências picaretas que cobram 5 ou 6 vezes o preço que um freelancer cobraria… e acabam terceirizando o trampo na mão desses mesmos profissionais. O fato é que há grandes lendas e mitos que ainda cercam o mercado freelancer e, para entender melhor o que se passa ali, é preciso derrubá-los.

1. Freelancer ganha pouco

O brasileiro adora “achar” que determinadas categorias ou empregos pagam muito ou pouco, porém raramente tira sua bunda no lugar para checar. Ao contrário de outras profissões, não há uma “tabela” ou “piso” da categoria para o freelancer. A óptica do ‘ganha pouco’ já começa torpe por uma só razão: freelancers atuam em áreas distintas, onde valores pagos costumam variar. Por exemplo, um arquiteto freelancer provavelmente ganha muito mais por projeto do que um jornalista freelancer – mas dificilmente toca mais de 2 ou 3 projetos simultaneamente.

A ideia de ter de negociar seus próprios ganhos apavora o brasileiro, que acostumou a sair das faculdades com etiquetas de preço, dizendo quanto vai ganhar ou deixar de ganhar, com base em médias chutadas de portais de emprego brasileiros (sim, a maioria dessas médias sequer usa metodologias estatísticas válidas em sua formulação).

2. Freelancer não tem responsabilidade

Bem, se você quiser pagar R$ 3,00 por post, R$ 50,00 para “fazer o logo” da sua empresa ou R$ 100,00 para desenvolver um site, o serviço será uma bosta e o freelancer provavelmente irá furar com prazos, isso se simplesmente não sumir. Se você quer pagar merda por um serviço, não espere um profissional com responsabilidade. O fato é que há freelancers competentes em todas as áreas e o processo de averiguação e contratação por parte das empresas precisa seguir os mesmos parâmetros de outras contratações – portfólio, referências, contratos, prazos estabelecidos, etc. Quem está na estrada como frila há tempos sabe que não se fecha nenhum trabalho sem as condições, prazos e valores escritos, tintim por tintim.

3. Freelancer é tudo moleque

Completei 38 anos recentemente. Estou há 16 anos no mercado de jornalismo, 7 anos no de design e 10 no de tradução. Meu primeiro trabalho foi como office-boy, em 1993. Tive mais de 40 empregos diferentes e, como freelancer, já atendi mais de 150 clientes diferentes, alguns deles empresas de grande porte, como transportadoras, siderúrgicas e até mesmo concessionárias de energia.

A ideia de que todo freelancer é moleque é ainda mais ridícula quando vemos a média de idade dos profissionais que de fato realizam o trabalho em agências e empresas prestadoras de serviço. Claro que há moleques, mas ainda por cima, alguns deles são bastante bons no que fazem.

4. Freelancer é preguiçoso

O freelancer ganha apenas o quanto de fato trabalha. O mesmo não ocorre, entretanto, com profissionais contratados em empresas, com salários mensais e carteira assinada, ou com funcionários públicos. Quando o freela faz corpo-mole e demora para entregar um job, também demora para receber. O mesmo não ocorre com esses outros profissionais, que independentemente de seu desempenho, recebem um mesmo contracheque ao final do mês. Eles também são preguiçosos?

5. Freelancer não paga imposto

Relativo e tacanho. Um freelancer que realmente ganhe bem, desenvolva e prospecte clientes e atue em diversos mercados, muitas vezes subcontratando outros profissionais, precisa emitir nota para muitos de seus clientes. Para isso, precisa de um CNPJ – MEI ou microempresa, não importa. Alguns sites de freelancers também emitem demonstrativos dos ganhos de seus associados –  cabe ao freela fazer a declaração de renda, e alguns o fazem, para comprovar as entradas e evitar problemas com o fisco.

6. Freelancers não têm mercado no Brasil

Claro que tem. Mas é preciso vender. Prospectar clientes e vender seu próprio peixe é parte (grande, aliás) do trabalho de qualquer freelancer. É preciso visitar e contatar clientes, oferecer serviços de forma profissional e, em alguns casos, criar sua própria marca para vender seu trabalho. A internet tornou o trabalho do freelancer mais fácil e, em algumas áreas, sobretudo no desenvolvimento web, no design, no jornalismo e produção de conteúdo e na área de ensino, freelancers têm maiores chances de sucesso nos próximos anos do que os bons e velhos profissionais que buscam a “carteira assinada” como sendo o Santo Graal do mercado de trabalho.



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