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5 modelos de negócio para superar a crise

Não importa muito quem concorda ou não – a economia arrefeceu, mercado encolheram, a inflação tornou a subir, juros junto com ela, setores da economia com base no crédito recuam drasticamente e o seu salário, sempre ele, segue firme e forte, sem nada a acrescentar. Isso se chama crise, em qualquer lugar do mundo. Pelos milhares de artigos “oba oba” que lemos ao longo da pujança dos anos passados, agora seria um momento péssimo para empreender, sob qualquer óptica. Contudo, não é na própria adversidade que prospera o pensamento empreendedor? Passaram-se os tempos em que empreender era quase uma franquia, seguindo modelos prontos como compras coletivas, depois cupons de desconto, e-commerce de nicho e por aí vai. Agora, irão prosperar modelos que realmente resolvam o problema maior com soluções cada vez mais simples – e para crescer enquanto todos recuam, é preciso entender e contornar os problemas que uma era de retração econômica pode criar.

Economias em crise já provaram ser um excelente cenário para a proliferação de startups. Contudo, um alerta: sai o modismo e entra, de verdade, a necessidade. Então, pensando um pouco sobre o que vimos ocorrer nos EUA e Europa, quais seriam os modelos de negócio mais promissores nessa circunstância?

Crowd “something”

Uma série de modelos de negócio baseados no crowdsourcing e em competições entre usuários surgiu e perdura até os dias de hoje, sobretudo nos EUA. Instaurada a crise, o desemprego foi às alturas e, mesmo quem manteve o seu não dispunha de renda suficiente para arcar com suas dívidas. A saída era buscar oportunidades na internet, mas sem abrir mão das atuais ocupações. Embora os EUA sejam um país tradicionalmente mais “freelancer” do que nós, o fato é que hoje já contamos com muitos sites e sistemas que operam no Brasil e oferecem serviços e produtos que na verdade são realizados por usuários e freelancers cadastrados.

Para as empresas contratantes, a modalidade se tornou uma forma mais barata de garantir bons profissionais. Para quem realiza o serviço, uma fonte importante de renda, senão a única. A crise transformará a internet em uma fonte alternativa de renda ainda mais poderosa e startups que invistam em soluções para criar oportunidades para freelancers e profissionais liberais estarão, sem dúvida, ganhando na baixa.

Produtos usados

A venda e anúncios de produtos usados ganharão ainda mais poderio nos tempos de crise. Pessoas endividadas buscarão sites como MercadoLivre, OLX e outros para vender bens e conseguir algum dinheiro na época de vacas magras. Ao mesmo tempo, com menos dinheiro e grandes restrições de crédito, o consumidor buscará produtos mais baratos e também aumentará a demanda por usados.

Novas startups apostando em sistemas de venda de objetos e itens usados, trocas e permutas e até mesmo aluguel de produtos, no caso de bens mais caros, certamente estarão em um bom terreno para ganho de escala nos próximos anos.

Soluções na área de transportes

É preciso variar e responder a novos desafios do segmento logístico. Nossa já intrincada e cara malha de transportes se torna cada vez mais caótica, com o inflacionamento de fretes por conta da alta de combustíveis e do dólar. Sistemas de cotação online de fretes já são comuns e ganham espaço no mercado, mas outros serviços produzidos por startups para otimização e manejo de cargas certamente serão benvindos em um mercado que deve ser a pedra no sapato de varejistas e lojas online nos próximos anos.

Substitutos viáveis aos caros softwares de roteamento, soluções na nuvem para gestão de armazéns e pedidos, plataformas de monitoramento de cargas “as a service” – há muito o que desenvolver e crescer nesse mercado, essencialmente B2B, mas as incursões de startups na área ainda são tímidas.

Empregos na crise

Há inúmeros sites de empregos no mercado e, a cada dia, novos surgem. Entretanto, poucos realmente possuem algo de inovador. Em um momento de crise, websites e aplicativos que congreguem também oportunidades de trabalho temporário ou vagas e propostas de serviço segmentadas deverão ser a salvação não apenas para o desempregado, mas também para os fundadores dessas startups.

Inteligência, inovação e um melhor conteúdo deverão ditar os vencedores desse segmento que terá grande procura, mas concorrência ainda maior.

Cursos e ensino à distância

As pessoas cada vez mais buscam oportunidades de agregar renda a seu orçamento ingressando em diferentes áreas – para tanto, precisarão de cursos e programas de ensino rápidos e eficazes para buscar novas oportunidades, que solucionem seus problemas em meses e não em anos, como nosso atual sistema de ensino. Novamente, a concorrência é acirrada e o setor ainda clama por inovação, mas alguns destaques recentes, como Descomplica, Portal Profes e Veduca mostram que nossos empreendedores estão preparados para oferecer respostas e soluções nesse setor.

 



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