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5 lições dos animes para startups

Um dos maiores ícones da cultura geek e nerd são, sem dúvidas, os animes japoneses. Desde os precursores Astroboy, Cyborg 009 e Speed Racer, todos veiculados no Brasil entre as décadas de 1970 e 1990, até símbolos da popularização ao longo dos anos 1990 e 2000, como Cavaleiros do Zodíaco, Pokemon, Dragonball Z e muitos outros, os animes fascinam com suas complexas e elaboradas histórias e tramas, desenhos e arte bem feitos e recheados de influências e episódios de ação que rivalizam com filmes de Hollywood e histórias norte-americanas de super-heróis da Marvel e DC Comics.

Também sou fanático por animes e mesmo mangás desde os meus 5 ou 6 anos de idade. Assisti a infindáveis animes que já passaram pelas telinhas brasileiras e mesmo outros mais exóticos, dificilmente vistos por aqui. As histórias de animes, principalmente os de ação, têm diversas características comuns e, creio, algumas delas ilustram muito bem alguns princípios de construção e desenvolvimento de modelos startup – é sério! Há mais lições a serem aprendidas, mas definitivamente os animes têm 5 fundamentos essenciais a ensinar a todo startupeiro e empreendedor.

Cosmo, ki, pressão espiritual e afins

Não há limites para o crescimento – o poder sempre pode ser aumentado. Do mesmo modo, o próprio modelo que nutre o surgimento e escalabilidade de uma startup sempre pode ganhar novo fôlego e tornar horizontes anteriores apenas novas etapas do processo. Como nos animes, às vezes é preciso apanhar um bocado antes que novos estágios e “poderes” sejam finalmente alcançados. Concentração, experiência, rivalidade e vontade levam empreendedores aos próximos passos, na luta diária de criar empresas de sucesso.

Power Up

Rock Lee abrindo os seis “portões”. Um de meus personagens favoritos em Naruto.

 

Poucos features

Startups funcionam como os poderes de personagens de animes – são poucos, bem escolhidos e servem a seu propósito. Todo mundo se lembra do “Meteoro de Pégaso”, do “Rasengan” de Naruto ou do “Kamehameha” de Goku… há inúmeros outros exemplos e, por incrível que pareça, personagens que possuem uma variedade muito grande de golpes e poderes dificilmente duram muito tempo nas sagas.todos os personagens de animes de ação concentram esforços em alguns poucos ataques apenas.

Outra: as pessoas preferem personagens centrais com poderes simples e que resolvam os problemas. Para quem já assistiu a Hunter x Hunter, alguns dos personagens possuem poderes sensacionais e exóticos, que embora exaltem a enorme criatividade dos criadores da série, são reservados e personagens eventuais ou pouco frequentes na saga.

Kamehameha - quem não se lembra?

Kamehameha – quem não se lembra?

Novas versões

Startups também devem sempre lançar novas versões de seus produtos, ou mesmo de si mesmas, assim como muitos dos animes. Algumas séries foram e são especialmente competentes em lançar novas sagas e até mesmo reinventar antigas. Dragonball conseguiu emplacar, além de muitos filmes, séries posteriores, como a ótima Dragonball Z e a Dragonball GT. Naruto saiu de sua infância para a adolescência, com Naruto Shippuuden, garantindo mais inúmeras temporadas. Cavaleiros do Zodíaco Ômega tenta reavivar o sucesso da série. Isso sem falar em Pokemon, que ganhou praticamente infinitas sequências a partir do anime original.

Muitas outras séries podem ganhar novas sagas em breve, testadas como MVPs em seus respectivos mangás e OVAs (filmes longa metragem, mas alguns para TV): Samurai X, Prince of Tennis, Gintama e até algumas séries que também miram o público feminino, como Sailor Moon, que voltou recentemente com a saga “Crystal”. Também há startups lançando novas “sagas”, como o Foursquare, recentemente, e outras anteriores – às vezes se trata de um pivô, outras vezes apenas de tornar a inovar ou manter o público interessado.

Cavaleiros do Zodíaco "Ômega" - o retorno da saga com nova 'roupagem'

Cavaleiros do Zodíaco “Ômega” – o retorno da saga com nova ‘roupagem’

 

Arte impecável

Não há espaço para desenhos meia-boca ou efeitos de segunda classe. No disputado mercado de animes, vence que possui os melhores traços, animações de qualidade e vibrantes, além de muito design e da arte que acompanha a série: emblemas, roupas dos personagens, criaturas mágicas e místicas, inimigos intrigantes e exóticos e por aí vai. Para prender a atenção do público, até mesmo cenários desenhados de forma rica são utilizados e, atualmente, produções envolvem enormes somas. Com startups isso também ocorre – empresas como Flipboard e Pinterest garantiram seu espaço no mercado já sendo lançadas com visual e design de ponta.

Séries mais curtas e minisséries, inclusive, abusam de traços mais artísticos em seus desenhos animados – animes como Hellsing, Lain e o sensacional Tenshi no Tamago (por favor, assistam). Em startups, a produção e o design também exercem importância fundamental. Aquela mentalidade do “depois vemos um design melhor” pode matar séries promissoras e também acabar com ótimos modelos de negócio em startups. Desde o começo é preciso ter apresentação – isso demonstra também respeito com o público.

Tenshi no Tamago - muito além de desenho, praticamente arte

Tenshi no Tamago – muito além de desenho, praticamente arte

Storytelling

Finalmente – é preciso conteúdo. Não é possível construir uma boa série de anime sem uma excelente premissa e um bom desenvolvimento do enredo, da história e também do conteúdo da série. Referências, pesquisa, riqueza de detalhes e histórias envolventes são o que prende a atenção do público após um bom primeiro contato. O mesmo ocorre com uma startup. Por mais apelo que um produto ou empresa possa ter em um primeiro momento, o modo com ela desenvolve sua relação com o público, conta novas histórias e expõe novas formas de se ver o mundo, utilizar seus produtos e compreender seus conceitos é o que transforma produtos com potencial em startups escaláveis.

Não é cascata ou “modinha” do meio empresarial ou marqueteiro. As histórias de algumas startups são tão boas que viram filmes – e eu não estou falando dos fundadores. Desde o começo, crie produtos e serviços que possam evoluir junto com as pessoas que você pretende que os utilizem, com seus colaboradores e fornecedores e até consigo mesmo. E, apesar de alguns exemplos de sucesso do segmento, tente ser um pouco menos o protagonista e assumir, ao menos inicialmente, o papel de narrador.

 

 



Um comentário

  1. Thiago says:

    Muito legal sua analogia. eu gosto de uma ideia assim.. “primeiro vc tem q elevar seu cosmo alem dos 5 sentidos.. relaxando e aumentando a sensibilidade para interpretar o q ocorre a sua volta.. sendo mais honesto consigo mesmo.. ter uma boa intuição, o sexto sentido.. depois vc tem q elevar mais ainda seu cosmo, até alcançar as estrelas e despertar o setimo sentido.. q faz com q vc possa ter reaçoes instantaneas a partir dos resultados q vc teve com o sexto sentido.. a velocidade da luz q os cavaleiros de ouro tem.. atingindo o setimo sentido vc desperta o sharingan.. agora vc pode copiar instantaneamente os movimentos mais sutis de qualquer interlocutor (nao consigo explicar muito bem isso).. agora vc consegue criar guenjutsus instantaneamente ao interagir com as pessoas.. vc despertou uma habilidade tao foda q todos ficam absolutamente imersos em suas ideias quando vc se comunica com elas.. ”

    Super viajado né.. mas deixa minha vida muito divertida por tem q ser segredo..