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4 mercados promissores para startups

Aspirador de pó inteligente da Electrolux - grandes empresas não querem perder a tendência.

Como em qualquer outro segmento econômico, o mercado de startups passa por reformulações e abre espaço para novas tendências. Modelos se esgotam, como é o caso das compras coletivas, e outros abrem portas para empreendedores obstinados e inovadores. O site americano Mashable identificou 8 mercados promissores para startups e empresas de tecnologia, que devem pautar muitos dos novos investimentos nos próximos anos. O hardware, a partir de agora, volta a ganhar força, bem como os mercados de segurança digital e dados. A Startupeando separou quatro deles, que devem despontar com força também no mercado brasileiro.

The internet of things

A fabricante de termostatos e sensores inteligente Nest foi adquirida por bilhões pelo Google, e atraiu a atenção de empresas tradicionais do segmento de tecnologia, bem como de novas entrantes no mercado. Copycats já proliferam nessa área nos EUA, Europa e Ásia e novos produtos com viés inteligente, de escovas-de-dente a sistemas de vidros residenciais começam a investir em tecnologia que possibilite ao usuário medir, acompanhar, alterar e controlar objetos de toda a natureza a partir de smartphones, tablets e de forma remota.

O uso de sensores parece ser apenas o começo de uma tendência. Fabricantes de automóveis e home appliances em todo o mundo já botaram suas equipes de desenvolvimento para trabalhar na tendência – ninguém quer ficar de fora. Pensar qualquer novo produto, nos próximos anos, envolverá pensá-lo de forma conectada. Não há limites para a “internet das coisas”.

 

Escova de dentes inteligente, com monitoramento de uso e dicas de escovação ligadas a app mobile, da Kolibree.

Escova de dentes inteligente, com monitoramento de uso e dicas de escovação, da Kolibree.

 

Aspirador de pó inteligente da Electrolux - grandes empresas não querem perder a tendência.

Aspirador de pó inteligente da Electrolux – grandes empresas não querem perder a tendência.


Tecnologia em educação

É uma realidade: as crianças de hoje não mais aprendem da mesma forma que aprendíamos. Centenas de novas plataformas de criação e distribuição de conteúdo educacional têm surgido, principalmente primando o uso de vídeos e material multimídia, mas o formato definitivo dessa nova geração ainda está por vir. Líderes atuais de mercado como o Coursera, o Udacity e o Khan Academy, além de algumas boas referências no Brasil, como o Descomplica e o Veduca, são todos candidatos a se tornarem os novos “benchmarks” na indústria da educação, mas ainda devem sofrer muitas evoluções e alterações até lá.

Mais do que apenas ferramentas, a revolução na tecnologia ligada à educação passa pela modificação de conceitos. Um bom exemplo disso é a australiana Present.me – a empresa criou um sistema que possibilita criar vídeos em duas telas lado a lado. Na primeira, o usuário insere a apresentação, e do lado direito um vídeo seu com as explicações ou uma sustentação oral.

E além das centenas de novas ferramentas de aprendizado online, há startups pensando na educação das próximas gerações de desenvolvedores e empreendedores. Um dos melhores exemplos nesse sentido é a Kano. A empresa desenvolveu um sistema montável a partir do Raspberry Pi, com o qual crianças e adolescentes podem facilmente montar, customizar e configurar seus próprios computadores, e por preços módicos.

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Kano – um computador barato, montável e customizável, com foco em crianças e adolescentes que buscam aprender mais sobre hardware.


Tecnologias “vestíveis”

As startups brasileiras ainda estão tímidas no que se refere a essa nova tendência. É claro que o alto custo de importação de componentes e equipamentos eletrônicos em nosso país explica boa parte do suposto desinteresse de empresas nacionais nessas novidades. Mas o fato é que a indústria de acessórios inteligentes e “wearable”, ou que podem ser usados no corpo, deve movimentar bilhões nos próximos anos. As novidades que surgem diariamente envolvem óculos, pulseiras, relógios e até mesmo anéis, e mais uma vez contam com investimento pesado de várias marcas já conhecidas.

Entre as grandes marcas, parece ser mais uma questão de marcar presença e sair na frente: Samsung, Apple e Google trabalham duro para lançar seus acessórios antes da concorrência. Para startups, a questão se divide em duas frentes – ou explorar APIs e aplicações para os acessórios que se firmarem como benchmarks, ou desenvolver acessórios mais baratos e com features inovadores.

Pulseira de startup australiana para treinar tênis de forma inteligente.

Pulseira de startup australiana para treinar tênis de forma inteligente.

 

Capacete MindRider, que monitora cérebro enquanto o ciclista pedala.

Capacete MindRider, que monitora cérebro enquanto o ciclista pedala.


Tecnologia limpa

O mercado de “green technology” também é um promissor campo de atuação para startups. Mais e mais cidades do mundo vêm lançando programas que envolvem a redução de emissões e aumento de áreas verdes e empresas de toda a natureza têm consumidor mais produtos e serviços ambientalmente responsáveis. Pensar produtos atualmente também é algo que exige uma preocupação com esse caráter.

A inglesa Quantum Waste, por exemplo, criou um processo simples de reaproveitamento de resíduos orgânicos, tanto líquidos quanto restos de alimentos, que são convertidos em material fertilizante, no que pode ser considerando uma “quase usina de compostagem” residencial. Em outras palavras, eles estão criando a fossa inteligente.

Outro segmento interessante, ao menos nos EUA, é todo o desenvolvimento e serviços no entorno de veículos movidos a energia elétrica. O mercado já atraiu inclusive o fundador do PayPal, Elon Musk, criador da atual Tesla Motors, mas também existem startups investindo em serviços, como a Volta Industries, que produz estações para reabastecimento de veículos elétricos que são mantidas por publicidade e anúncios.

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Totem da americana Volta Industries – anúncios garantem modelo de negócios.



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