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10 motivos para um investidor NÃO botar dinheiro em seu projeto

O capital está, embora poucos tenham tocado no assunto, ficando cada vez mais raro. O Brasil está se tornando um lugar mais arriscado para investir e a febre inicial de startups por aqui deu uma refreada. Após alguns bons modelos inovadores, assistimos a centenas de copycats e modelos prontos que carecem de diferenciais e vantagens competitivas. Também há centenas de artigos na imprensa local exaltando os motivos pelos quais investidores aplicariam capital em seu projeto e ideia… mas não seria mais útil saber quais os motivos para que eles NÃO invistam em você?

Os motivos são incontáveis, mas a Startupeando separou 20 deles para você rever um pouco seus conceitos, caprichar melhor na apresentação e, porque não, abandonar aquela ideia que parecia “genial”, mas já virou carne-de-vaca no mercado.

1. Argumentação fraca

Você sonha grande e conta com milhões de pessoas usando seu produto em um horizonte X de tempo (que provavelmente foi chutado), entretanto os investidores nem piscam após ouvir seus ambiciosos números. Em outras palavras, sua argumentação, nem de perto, foi suficiente para tornar seus números e projeções prováveis e essa é uma das características fundamentais de ideias e empresas que recebem aportes: os números podem ser ambiciosos ou até mesmo colossais, mas quanto maiores, melhor terão de ser os argumentos que a sustentam.

2. Cheiro de encrenca

Pode chamar de injustiça, preconceito, palhaçada ou o que quiser – ninguém é obrigado a investir em você, principalmente quando esses investidores sentem “cheiro de encrenca” no ar. Tente ensaiar e validar suas ideias e até mesmo buscar conselhos em relação à maneira com a qual você se porta em público ou conversando com as pessoas. Investidores podem achar sua ideia genial, mas infelizmente não há “empurrãozinho” como você estava acostumado aqui e ali. Se eles não confiarem em você, jamais irão tirar dinheiro do bolso – e esse é sim um critério subjetivo, ou seja, engula o choro e vá investigar que tipo de conduta e modos você tem de apresentar para essas pessoas.

Busque mentores e sócios experientes.

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3. Inexperiência

Idade não quer dizer nada e gênios podem ter qualquer idade, mas baixe a bola. Você não necessariamente é o descobridor da pólvora e alguma experiência é sempre necessária quando você se propõe a executar algo. É claro que você pode se dar e ganhar experiência ao longo do projeto, mas a depender do tipo de investidor para o qual você está apresentando sua ideia, talvez seja útil possuir alguém no time com mais bagagem, ou mesmo um mentor com grande experiência de mercado, para que sua juventude e inexperiência possam ser compensadas.

4. Projetos que não deram em nada

Não seja inocente, pois você está no Brasil. Pode ser que no Vale do Silício falhar seja parte do aprendizado, mas em nosso país um fracasso é visto como uma mácula irrecuperável em seu currículo, pela maioria das pessoas. Antes de “vender” sua participação em outros projetos que não deram certo, tenha certeza de que os investidores para quem você está apresentando uma ideia possui tolerância com falhas e fracassos.

5. Modelo? Que modelo?

Não adianta bater o pé e remar contra a maré. Existem requisitos mínimos a cumprir para qualquer projeto e, no caso de startups, o mínimo que se espera de um potencial empreendedor é um  modelo de negócio bem desenhado, se possível com algumas variáveis e já discutido entre fundadores e até mentores e conselheiros externos.

Faturar é SIM um aspecto importante do negócio

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6. Grana

Papo de mudar o mundo e depois pensar em “monetizar” é uma grande evidência de que sua startup não irá jamais fazer grana, de fato. Ainda que muitos investidores visem aos ganhos auferidos na compra e venda de participação, negócios que não possuem possibilidades claras de geração de receita tendem, invariavelmente, a serem postos de lado em favor de modelos mais seguros e que possuam receita à vista.

7. Prazos incertos

Tudo na vida tem prazo. Como empreendedor, é um erro condicionar a evolução de seu projeto ao financiamento que você acaba de pedir. Investidores gostam de ver planos B e preferem investir em empreendedores que não dependam exclusivamente de seus aportes para levar um negócio adiante. O melhor investimento é aquele que não precisa do seu dinheiro para decolar – é assim que um investidor pensa e não há porque você pensar diferente.

8. Subestimar custos

Você subestima custos e parece não saber quais os gastos de fato envolvidos na condução de uma empresa. Seu modelo de negócio é algo simples e direto, mas quando você tenta convencer alguém a investir em uma empresa que está se formando, precisa ter uma ideia clara dos custos envolvidos na operação desse empreendimento: impostos, folha de pagamento, aluguel de espaço, material de escritório, hardware, software, licenças e por aí vai. Ao subestimar esses custos, você apenas estará provando aos investidores que não tem traquejo ou conhecimento para lidar com o dia a dia de uma empresa, e que o aporte que você está pedindo para tocar seu projeto certamente irá virar pó em questão de meses ou semanas.

9. Plano de marketing

Você não precisa comparecer a apresentações e pitches munido de planos de vendas e marketing de centenas de páginas, mas convenhamos: você tem de ter uma boa ideia de como irá vender seu produto ou serviço. A começar pelo investidor, se você não é capaz de vender um conceito de forma clara, concisa e que possa resultar em uma conversão, dificilmente o fará em circunstâncias reais.

10. Nada a ver

Alguns empreendedores se esquecem desse último detalhe. Gosto, estratégia de investimento e outros quesitos variam de investidor para investidor. Por melhor que possa ser o seu projeto, há investidores que simplesmente não colocam um centavo no segmento que você planeja cobrir ou atender – não adianta discutir, você precisa rodar um pouco mais e encontrar investidores que tenham mais afinidade com seu projeto.



3 Comentários

  1. QualBanco says:

    Se posso acrescentar algo para o comentário acima – a primeira lição de casa é saber exatamente como o seu projeto vai gerar lucro. O público pode ser definido e cativado de várias maneiras – o que é o mais importante do ponto de vista empresarial é transformar o público em dinheiro.

    • Sem dúvida, QualBanco. Vc está certo. Esse é o básico do básico.

      Tão básico que se o empreendedor não tem, não adianta nem sair de casa. 🙂

      Mas o que tenho visto são negócios promissores, justificáveis em termos financeiros, com empreendedores dispostos a investir seu tempo nele e na hora “H”, não consegue traduzir isso em um discurso de vendas.

      []’s

  2. Oi Carlos, itens iteressantes para todo empreendedor ficar mais do que atento. Legal o Post !!

    Destaco os itens 1 e 10. No item 1 (Argumentação Fraca) não se trata somente dos números não impressionarem. Mas do empreendedor não conseguir impressionar com os números. Tipicamente isso acontece pois ele entende muito bem do negócio, mas na hora do pitch, na hora do show, falta habilidade. Habilidade na abertura do pitch e na condução do seu discurso.

    Já no item 10 (Nada a Ver) o erro é mais básico ainda: não conhecer o investidor. Falta gravíssima !!! Essa é a primeira lição de casa: conheça sua audiência, cliente e investidor. Saber em que tem investido, dores, desejos, áreas de interesse, comportamento, etc, etc, etc. Conhecer o investidor (ou sua audiência) facilita a conexão com ele e, com isso, o pitch fica mais interessante e persuasivo. Resuldado: a química acontece 🙂 !

    []’s
    Mauro